TRANSFORMAÇÃO DO MODELO ASSISTENCIAL

O sistema de saúde brasileiro tem vivenciado a disfunção da qualidade assistencial com sofrimento, sequelas e mortes. Estas consequências afetam tanto os usuários de saúde, como se propagam entre profissionais e gestores de saúde. A má qualidade assistencial determina desperdício de recursos e a escassez de recursos aumenta ainda mais a má qualidade assistencial.

Os pesquisadores da comunidade Acadêmica DRG Brasil, PhDs que pertencem ao quadro funcional de universidades ou centro de pesquisa, estudando mais de 1,5 milhão de altas hospitalares da base do DRG Brasil®, identificaram oportunidades de melhoria assistencial que ultrapassam os limites da assistência hospitalar.

Na saúde suplementar, as condições sensíveis à atenção primária correspondem a 28,2%, e no SUS a 36% das internações. No Canadá, essas condições determinam apenas 6% das internações.

A produtividade do leito hospitalar brasileiro é cerca de 30% menor que a mediana americana de permanência. Esta baixa produtividade é determinada por eventos adversos da assistência, funcionamento inadequado das operadoras e modelo remuneratório alicerçado no fee-for-service.

Na saúde suplementar, 5,4% das diárias pagas são para tratar pacientes que retornaram em 30 dias por falhas do sistema de saúde que os acolheu após a alta hospitalar.

AS 4 ALVOS ASSISTENCIAIS

Por meio da melhoria assistencial, o sistema de saúde poderá se tornar sustentável, por meio da ciência que inova, mudando os resultados assistenciais.

Foram identificadas 4 oportunidades de melhorias chamadas de alvos assistenciais para reduzir o enorme desperdício econômico e melhorar a qualidade da assistência no sistema de saúde brasileiro, sendo eles:

• Alvo assistencial 1: Reduzir a permanência hospitalar além da necessária ao tratamento.

As principais causas que afetam este alvo assistencial são: eventos adversos assistenciais intrahospitalares; ausência da continuidade de cuidado dos pacientes após alta hospitalar; ausência de resolutividade da atenção primária e secundária, fazendo com que a internação se prolongue além do necessário; burocracia fútil na relação hospital - operadora de saúde - médico, tornando os processos lentos; modelo remuneratório sem incentivo para o aumento de produtividade do leito hospitalar; limitações sociais do paciente/família que dificulta da continuidade do cuidado após alta hospitalar e judicialização que transforme o hospital de agudos em um centro de cuidados paliativos.

• Alvo assistencial 2: Aumentar a segurança assistencial.

Quando o paciente sofre algum dano, é desencadeado uma carga de consumo de recursos no sistema de saúde. As condições adquiridas aumentam em 13 a 16% os custos relacionados ao tratamento. As causas podem ser inúmeras, mas a base comum é a falha de uma ação planejada ser completada como pretendido (erro de execução) ou o uso de um planejamento errado para alcançar um objetivo (erro de planejamento).

• Alvo assistencial 3: Reduzir as internações potencialmente evitáveis.

As Internações por condições sensíveis à atenção primária (ICSAP) são problemas de saúde preveníveis, e, se detectados de forma precoce, pode sofrer intervenção pela atenção primária e não pela atenção terciária. As afecções clínicas quando abordadas de maneira resolutiva pelo cuidado primário podem ter sua evolução modificada evitando internações. No Brasil, as principais causas envolvem a atenção primária de difícil acesso e baixa resolutividade e o modelo remuneratório e assistencial de emergência não incentivam a resolutividade.

• Alvo assistencial 4: Reduzir as reinternações potencialmente evitáveis que ocorrem até 30 dias após a alta hospitalar.

As reinternações têm como principais causas a ausência da continuidade qualificada da assistência hospitalar e eventos adversos da assistência hospitalar que se manifestam em domicílio.

 

SERUFO FILHO, J. C. Avaliação da produtividade de hospitais brasileiros pela metodologia do Diagnosis Related Groups, 145.710 altas em 116 hospitais. 2014. Dissertação (Mestrado em Infectologia e Medicina Tropical) - Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte 2014.

BRAGA, M. A. Influência das infecções relacionadas à assistência no tempo de permanência e na mortalidade hospitalar utilizando a classificação do Diagnosis Related Groups como ajuste de risco clínico. 2015. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Programa de Pós-graduação em. Belo Horizonte. 2015.

DAIBERT, P. B. Impacto econômico e assistencial das complicações relacionadas à internação hospitalar. 2015. 89f. Dissertação (Mestrado em Infectologia e Medicina Tropical) - Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2015

 

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