Covid19

EPI para manejo de paciente Covid suspeito ou confirmado

DRG Brasil
Postado em 12 de maio de 2020 - Atualizado em 23 de junho de 2020

Ouça o podcast: Dr. Renato detalha quais são os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) necessários para os trabalhadores de saúde que irão lidar com pacientes Covid-19, suspeitos ou confirmados.

OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COVID-19

Antes de abordar os EPIs é fundamental ressaltar a importância da higienização das mãos.

  • A higienização das mãos seguindo os critérios dos 5 momentos da OMS é pilar crítico na prevenção da contaminação pelo SARS-CoV-2;
  • Higienizar as mãos antes e depois do contato com paciente ou com seu entorno, antes e depois da paramentação e desparamentarão, são cruciais;
  • A higienização com água e sabão ou com preparação alcoólica a 70% é efetiva na eliminação do vírus. Ressaltando-se que mãos com sujidade visível devem ser limpas com água e sabão antes do uso do álcool.

Cada hospital/unidade de atendimento deve prover treinamento para todos os profissionais quanto à técnica de higienização das mãos, paramentação e desparamentação.

a) Capotes

Devem ser priorizados para uso em todos os cuidados que podem gerar sprays, líquidos, gotículas ou aerossol.

  • Nas áreas COVID sem execução de PGA o capote deve:
    • Ter gramatura mínima de 30g/m2;
    • Ser ajustado e vedado na altura do pescoço, de mangas longas com punhos ajustados e firmes, com comprimento mínimo até abaixo dos joelhos;
    • Ser de uso individual de cada profissional;
    • Pode ser usado pelo mesmo profissional entre pacientes no coorte das áreas COVID;
    • Deve ser descartado:
    • Após período de 12 horas de uso;
    • Quando sujo ou danificado.
  • Nas áreas COVID na execução de PGA, ou procedimentos geradores de líquidos (ex: banho, sangramentos, outros), o capote deve:
  • Ser confeccionado em material com gramatura mínima de 50 g/m2;
  • Ser de tecido impermeável;
  • Ser ajustado e vedado na altura do pescoço, de mangas longas com punhos ajustados e firmes, com comprimento mínimo até abaixo dos joelhos (figura B, abaixo);
    • Deve ser descartado:
    • Após período de 12 horas de uso;
    • Quando sujo ou danificado;
  • Imediatamente após os procedimentos geradores de aerossol.
Lockhart SL, et al. Simulation as a tool for assessing and evolving your current personal protective equipment: lessons learned during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic. Can J Anesth/J Can Anesth. https://doi.org/10.1007/s12630-020-01638-z.

Cada hospital/unidade de atendimento deve definir o local de armazenamento dos capotes em uso, identificação por profissional, e o fluxo de descarte.

Recomendamos o uso de macacão de proteção com capuz (fabricado com TNT – tecido não tecido – de alta densidade e impermeável) MAIS protetor impermeável para os pés ajustado ao tornozelo para a atenção pré-hospitalar e áreas COVID aerossol das unidades.

b) Gorro

  • O gorro está indicado para a proteção dos cabelos e cabeça dos profissionais em PGA;
  • Deve cobrir inteiramente a cabeça e orelhas;
  • Deve ser de material descartável e removido após o uso.

c) Luvas de procedimento

  • Devem ser utilizadas em qualquer contato com o paciente ou seu entorno;
  • Devem ser colocadas e retiradas dentro da área COVID.

d) Máscaras cirúrgicas:

  • Devem ser usadas por todos profissionais que estejam no hospital, independente de prover cuidados ao paciente ou da distância entre paciente/profissional;
  • A máscara cirúrgica deve ser descartada caso suja, úmida ou danificada;
  • A máscara deve ser confeccionada de material tecido-não tecido (TNT), possuir no mínimo uma camada interna e uma camada externa e obrigatoriamente um elemento filtrante. A camada externa e o elemento filtrante devem ser resistentes à penetração de fluidos transportados pelo ar (repelência a fluidos) (Anvisa proíbe o uso de máscara cirúrgica de tecido em ambiente hospitalar pela redação da RDC 359/2020);
  • No entanto, em cenários de extrema escassez, poderá ser utilizada, inclusive para abordagem de via aérea, desde que o tecido tenha gramatura 30g, com viseira (protetor facial), e deverá ser enviada para lavanderia, em separado de rouparia de não suspeitos (AMIB, abril 2020). Nestas situações de calamidade, o profissional das áreas COVID deve utilizar protetor facial durante todo o plantão.

e) Máscara N95 ou Peça Semifacial Filtrante (PFF2)

  • Deve sempre ser usada por profissionais envolvidos em PGA, em pacientes suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus;
  • É de uso individual;
  • Podem ser usadas pelo profissional em atendimentos entre diferentes pacientes, desde que observada a separação de pacientes COVID confirmada e suspeita;
  • Quando não estiver em atendimento, armazenar a máscara dobrada em embalagem limpa e arejada de plástico fenestrado ou envelope pardo;
  • Não tocar a parte interna da máscara devido a risco de perda da integridade da mesma (redução da vida útil devido à contaminação da parte interna por manuseio inadequado);
  • A N95 pode ser reutilizada pelo mesmo usuário enquanto permanecer em boas condições de uso, ou seja, com vedação aceitável e alças elásticas íntegras e não estiver suja ou contaminada por fluidos corpóreos;
  • Máscaras úmidas, sujas, rasgadas, amassadas ou com vincos, devem ser imediatamente descartadas;
  • Máscaras utilizadas em procedimentos geradores de aerossol devem ser descartadas após o procedimento;
  • As máscaras N95 que serão reutilizadas devem permanecer no hospital sendo proibido que o profissional de saúde leve para qualquer outro lugar. O hospital deve definir o local para armazenamento seguro com identificação do usuário.
  • Para minimizar a contaminação da máscara N95/PFF2 ou equivalente, o profissional de saúde deve utilizar um protetor facial (face shield), pois este equipamento protegerá a máscara de contato com as gotículas expelidas pelo paciente; atentar que o protetor facial não dispensa o uso da máscara N95;
  • Para áreas COVID-19 aerossol recomendamos que o profissional de saúde use a máscara N95 ou PFF2 durante todo o plantão. O tempo máximo de uso sequencial não está determinado; recomendamos que seja de 12 horas sequenciais. Após este período, descartar a máscara de forma seletiva para reprocessamento em peróxido de hidrogênio (gás plasmático);
    • Este reprocessamento está sendo validado pela equipe da CME , tendo como diretriz a N95Decon (disponível em: https://www.n95decon.org/);

f) Óculos protetores e Protetores faciais (face shield)

  • Os óculos de proteção ou protetores faciais (que cubra a frente e os lados do rosto) devem ser utilizados quando houver risco de exposição do profissional a gotículas ou aerossóis;
  • Nas áreas COVID aerossol devem ser usados durante todo o plantão;
  • Os óculos de proteção ou protetores faciais devem ser exclusivos de cada profissional responsável pela assistência, devendo, imediatamente após o uso sofrer limpeza e posterior desinfecção com quaternário de amônio;
  • Caso o protetor facial tenha sujidade visível, deve ser lavado com água e sabão/detergente e só depois dessa limpeza, passar pelo processo de desinfecção.

Acesse mais podcasts sobre #Covid-19 no canal do Grupo IAG Saúde no Spotify:

Posts Relacionados

Estudo comprova eficiência de sistema de saúde baseado em valor

Covid19
4 de fevereiro de 2022
leia agora

Estudo do SUS de MG, em parceria com a UFMG, analisa eventos adversos pós-vacinação contra COVID-19 e recomenda: confiem nas vacinas!

Covid19
24 de setembro de 2021
leia agora

Fábio Gastal avalia o enfrentamento da Covid-19 pelo sistema de saúde brasileiro

Covid19
24 de agosto de 2021
leia agora

(31) 3241-6520 | grupoiagsaude@grupoiagsaude.com.br

Creative Commons

Direitos autorais: CC BY-NC-SA
Permite o compartilhamento e a criação de obras derivadas. Proíbe a edição e o uso comercial. É obrigatória a citação do autor da obra original.

Os Termos de Uso e a Política de Privacidade deste site foram atualizados em 05 de abril de 2021. Acesse:
© ‎Grupo IAG Saúde® e DRG Brasil ® - Todos os direitos são reservados.
Logo Ingage Digital