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<url>https://www.drgbrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-2020-12-14-32x32.png</url><title>Novo estudo estima datas para esgotamento de leitos comuns e UTIs por estado - DRG Brasil</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/novo-estudo-estima-datas-para-esgotamento-de-leitos-comuns-e-utis-por-estado/</link>
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<item><title>Novo estudo estima datas para esgotamento de leitos comuns e UTIs por estado</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/novo-estudo-estima-datas-para-esgotamento-de-leitos-comuns-e-utis-por-estado/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=novo-estudo-estima-datas-para-esgotamento-de-leitos-comuns-e-utis-por-estado</link>
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<dc:creator><![CDATA[DRG Brasil]]></dc:creator>
<pubDate>Thu, 14 May 2020 13:47:49 +0000</pubDate>
<category><![CDATA[Ecossistema]]></category>
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<content:encoded><![CDATA[<div
style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" class="sharethis-inline-share-buttons" ></div><h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Modelo elaborado por pesquisadores da Engenharia e da Medicina prevê exaustão entre abril e maio; gestores poderão usá-lo para calcular demanda.</h3><p></p><p>A maior parte dos estados brasileiros vai vivenciar a ruptura dos seus leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em algum momento entre este e o&nbsp;próximo mês, caso não sejam construídos novos leitos e intensificado o isolamento social horizontal. É o que indica uma&nbsp;simulação de cenário feita por oito pesquisadores da Escola de Engenharia e da Faculdade de Medicina da UFMG.</p><p>O estudo, publicado como&nbsp;<a
href="https://www.eng.ufmg.br/portal/wp-content/uploads/2020/04/Nota-Tecnica-NT4-Covid-19-0204.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">nota técnica</a>&nbsp;na última segunda-feira, dia 6,&nbsp;disponibiliza aos governos estaduais (incluindo o Distrito Federal) um modelo matemático por meio do qual os gestores poderão projetar e atualizar diariamente a estimativa para a data de ruptura do sistema de saúde (ocupação total dos leitos comuns e/ou de UTI) do seu estado e estimar a quantidade de leitos adicionais necessária para atender a todos os infectados que demandarem atendimento.</p><p>Desde a publicação da nota, os pesquisadores têm rodado cenários no modelo proposto para todos os estados: um otimista, em que se presume o índice de contaminação de 0,5% da população (considerando apenas pacientes testados e confirmados), um moderado, com o índice de 1%, e um pessimista, com índice de 2%. E o que eles vêm percebendo é uma piora gradativa nas estimativas, com o esgotamento dos leitos ocorrendo cada vez mais cedo.</p><p>Na última simulação feita, com dados de 6 de abril, mesmo na previsão otimista, todos os estados (exceto o Distrito Federal) vão vivenciar o esgotamento de seus leitos de UTI em algum momento de maio. O mesmo se repete no cenário moderado, com o adiantamento das datas em que o problema terá início e a inclusão do DF entre as unidades federativas que vão viver a ruptura. No cenário pessimista, por sua vez, além de todos os estados experimentarem&nbsp;o esgotamento de seus leitos de UTI entre 27 de abril e 11 de maio, quase todos – com exceção de Acre, Distrito Federal, Rondônia e Roraima – também&nbsp;chegarão&nbsp;no decorrer de maio também à&nbsp;exaustão de seus leitos comuns.</p><p>“A rápida propagação do vírus tem colocado à prova os sistemas de saúde de todos os países, e muitos deles já entraram ou ainda entrarão em colapso, ou seja, faltarão leitos gerais e de UTI para atender as demandas de internação relacionadas ao novo coronavírus”, registram&nbsp;os pesquisadores. Eles alertam para a necessidade dos gestores de saúde estimarem a demanda por leitos gerais e de UTI em seus estados para se antecipar a ela, “visando à redução dos impactos causados pela falta de leitos e, consequentemente, reduzindo o eventual número de óbitos e aumentando o número de pessoas recuperadas”.</p><p><strong>Em Minas Gerais</strong><br>A nota técnica informa que Minas Gerais conta com 3.096 leitos de UTI, mas que 70% deles tendem normalmente a&nbsp;já estar ocupados por pacientes com outras doenças, de forma que a previsão é que existam pouco mais de 900 leitos disponíveis para acolher&nbsp;pacientes afetados pelo coronavírus.&nbsp;Isso é agravado pelo fato de&nbsp;esses leitos ainda se distribuem entre hospitais públicos e privados, isto é, nem&nbsp;todos estão disponíveis para serem usados por qualquer pessoa.</p><p>Nos cenários otimista e moderado, a simulação com os dados do dia 6 estima que&nbsp;Minas Gerais não experimentará o esgotamento de seus leitos comuns, mas terá mais demanda que leitos de UTI disponíveis a partir de 14 de maio, no cenário otimista, e de 8 de maio, no cenário moderado. Já no cenário pessimista, o estado deve experimentar, segundo a simulação do modelo, o esgotamento de suas unidades de tratamento intensivo já a partir de 4 de maio&nbsp;e também a exaustão&nbsp;de seus leitos comuns a partir do dia 14 do mesmo mês.</p><p><strong>Isolamento horizontal é necessário</strong><br>“Existem duas formas de se evitar o colapso do sistema: a primeira é aumentar sua infraestrutura, com a disponibilização de mais leitos, pessoal e insumos, adequando-os à demanda. Isso, porém, é inviável em&nbsp;curto prazo: o máximo que se consegue fazer é abrandar o impacto e adiar o colapso em alguns dias”, explica o professor Luiz Ricardo Pinto, do Departamento de Engenharia de Produção (DEP) da Escola de Engenharia, um dos autores do estudo.</p><p>“A segunda forma, mais eficiente e viável, é o isolamento social, pois com ele a taxa diária de transmissão é reduzida,&nbsp;e a curva de contaminados,&nbsp;achatada. Assim, o&nbsp;número simultâneo de pacientes que demandam&nbsp;leitos de internação cai muito, e o sistema consegue atender mais pessoas ao longo do tempo”, explica. “O isolamento social ajuda o sistema a não se saturar”, reforça o professor, que é especialista em modelagem e simulação.</p><p>Na avaliação de&nbsp;Luiz Ricardo Pinto, o modelo de&nbsp;isolamento horizontal é o mais eficaz. &#8220;Ele alcança&nbsp;um maior número de pessoas e&nbsp;é, sem dúvida, o&nbsp;mais acertado&nbsp;para o país neste momento, pois não sabemos os números exatos da doença, uma vez que testamos muito pouco até agora. A prudência se faz necessária para poupar o maior número de vidas. E vidas não têm preço”, sentencia o pesquisador.</p><p>A nota técnica&nbsp;<em>Previsão de disponibilidade de leitos nos estados brasileiros e distrito federal em função da pandemia de Covid-19</em>&nbsp;também é assinada por&nbsp;João Flávio de Freitas Almeida e Samuel Vieira Conceição, ambos Departamento de Engenharia de Produção, e por Francisco Carlos Cardoso de Campos, Ingrid Jeber do Nascimento, Horácio Pereira de Faria, Marcone Pereira Costa e Virginia Silva Magalhães, do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva (Nescon) da Faculdade de Medicina.</p><p>Os gestores interessados em acessar a planilha de cálculo com o modelo disponibilizado podem encontrá-la, assim como seu tutorial de uso, no site do Laboratório de Desenvolvimento Tecnológico e Análise para a Decisão (Labdec):&nbsp;<a
rel="noreferrer noopener" href="https://labdec.nescon.medicina.ufmg.br/" target="_blank">https://labdec.nescon.medicina&#8230;</a>. Os resultados da última simulação feita pelos pesquisadores está disponível no mesmo endereço.</p><p></p><p><strong>Fonte: </strong><a
href="https://ufmg.br/comunicacao/noticias/nota-tecnica-estima-datas-para-esgotamento-de-utis-e-leitos-comuns-por-estado" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label=" (abre numa nova aba)">Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)</a>.<br></p><p>The post <a
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