Modelo Assistencial

Segurança do paciente: um dos pilares da gestão na assistência à saúde

DRG Brasil
Postado em 26 de março de 2020 - Atualizado em 23 de fevereiro de 2021

Para valorização da vida, precisamos colocar o paciente no centro das atenções, focando em 4 principais alvos.

Qual o principal alvo para você?

A segurança do paciente é tão importante que a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou uma data específica para essa atividade: 17 de setembro. Esse gesto demonstra que a prática deve ser prioridade para médicos e outros profissionais da área. Mais que isso, é importante ser o foco principal da gestão na assistência à saúde.

O motivo é simples: a proteção do paciente é uma responsabilidade. Ela consiste em adotar medidas e cuidados preventivos, que impeçam a ocorrência de erros na assistência à saúde e acidentes, bem como, o surgimento de outros eventos adversos.

Apesar desse ser o objetivo de todo profissional, ainda há agravos à saúde durante os atendimentos. Por isso, neste post vamos explicar melhor o que é a segurança do paciente, qual a sua importância e como usar a gestão para essa finalidade.

O que é a segurança do paciente?

A segurança do paciente abrange as ações voltadas à redução do risco de dano no cuidado com a saúde. O objetivo é diminuir as ameaças a um mínimo aceitável, especialmente no que se refere à infecção e à ocorrência de eventos adversos, assim como oportunizar a segurança das cirurgias, entre outros.

Muitos são os desafios, segundo a OMS, que fazem parte da proteção do paciente. No entanto, outros também fazem parte desse cenário. Por isso, o propósito deve ser sempre em adotar estratégias de prevenção, que coloquem a pessoa no centro das atenções e evitem a realização de procedimentos desnecessários.

Esse cuidado é tão importante que o 2º Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil destaca que a prevalência média de eventos adversos é de 7%. Os principais são:

  • infecção do trato urinário;
  • septicemia;
  • pneumonia;
  • infecção de sítio cirúrgico;
  • complicações com acessos e dispositivos vasculares.

O mesmo levantamento indicou que, a cada hora, seis mortes foram verificadas devido a eventos adversos graves. Eles são gerados por falhas e erros assistenciais ou processuais, além de infecções e outros fatores. Mais que isso, quatro desses óbitos poderiam ter sido evitados.

Qual é a importância da segurança do paciente?

Em números absolutos, o 2º Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil mostrou que 54,76 mil mortes foram causadas por eventos adversos graves em 2017. Desse total, 36,17 mil seriam evitadas. O índice alto revela a necessidade de focar a segurança do paciente.

Mais que apontar responsáveis — já que esses eventos ocorrem em qualquer serviço de saúde —, o ideal é identificar a possibilidade de melhorias nos processos para evitar essas situações. Ainda é preciso considerar o panorama retratado pela OMS. Segundo a organização:

  • o dano ao paciente é o 14º motivo principal de doenças;
  • o atendimento hospitalar ineficaz faz um em cada 10 pessoas serem prejudicadas;
  • o uso inseguro de medicamentos custa 42 bilhões de dólares por ano;
  • os eventos adversos exigem investimentos equivalentes a 15% dos gastos em saúde;
  • os investimentos na redução de incidentes permitem economizar aproximadamente 28 bilhões de dólares, segundo dados verificados entre 2010 e 2015;
  • as infecções hospitalares afetam 14 a cada 100 pacientes;
  • as mortes decorrentes de complicações cirúrgicas ultrapassam um milhão;
  • os diagnósticos imprecisos ou atrasos impactam o atendimento e contribuem para cerca de 10% das mortes nos Estados Unidos;
  • a exposição média à radiação é uma preocupação de saúde pública, já que são realizados mais de 3,6 bilhões de raios-X todos os anos. Desse total, 10% são em crianças;
  • os erros administrativos são responsáveis por até metade das falhas médicas na atenção primária à saúde.

Todos esses dados deixam claro que a gestão precisa contribuir para o aperfeiçoamento da segurança do paciente. É importante criar comissões de qualidade para implementar processos efetivos e avaliar cada protocolo.

Junto a isso, a gestão precisa gerar estratégias condizentes com as políticas públicas e as melhores diretrizes e regulamentos do setor. Assim, é possível aplicar as práticas de segurança do paciente e reduzir os riscos ao menor percentual aceitável.

Como usar a gestão para fazer a diferença?

A OMS indica que as organizações de saúde devem focar as metas internacionais de segurança do paciente. A gestão tem um papel fundamental, já que estabelece os processos a serem adotados para diminuir os riscos de eventos adversos e melhorar as estruturas e os recursos disponíveis.

Para alcançar esse objetivo, o ideal é trabalhar a governança clínica. Esse conceito se refere a um sistema em que a melhoria contínua dos serviços é o foco principal. A busca é pela elevação dos padrões de atendimento e a promoção da excelência nos cuidados clínicos.

Em outras palavras, a ideia é aumentar a entrega de valor ao paciente pelo sistema de saúde. O propósito pode ser alcançado a partir da coleta de dados assistenciais econômicos e de qualidade, que mostrarão o cenário atual da clínica ou do hospital.

A partir dos dados, é possível estabelecer boas práticas com o intuito de controlar a sinistralidade, focar a segurança do paciente e implementar o modelo remuneratório baseado em valor, que agrega resultados assistenciais e eficiência. As informações ainda subsidiam as tomadas de decisão, a fim de privilegiar quem está sendo atendido, favorecendo os cuidados com a gestão de risco.

Para gerenciar todos esses critérios, vale a pena contar com uma plataforma de governança clínica adaptada à realidade da saúde brasileira e centrada no paciente. Se a solução for trabalhar com inteligência artificial e machine learning, o cenário é ainda melhor. Dessa forma, estabelece-se a base para projeções assistenciais e econômicas.

Outras medidas que precisam ser trabalhadas — e contam com o auxílio da tecnologia — são:

  • verificação do ambiente em que o risco é aplicável, para saber quando pode ocorrer;
  • identificação do risco, suas possíveis causas e consequências;
  • análise do risco, para saber qual a probabilidade de acontecer e como ocorrerá;
  • controle do risco, a fim de aplicar as medidas necessárias;
  • monitoramento do risco, para saber se as respostas foram as esperadas;
  • comunicação dos riscos a todas as partes interessadas, a fim de evitar a ocorrência de falhas e informar as pessoas sobre a eficiência das ações.

O resultado dessas ações é a melhoria dos resultados, a redução do desperdício e a entrega de valor para todos os atendidos na organização de saúde.

Agora que você entendeu como a gestão impacta a proteção à saúde do paciente, que tal conhecer melhor a governança clínica? Veja o que é valor em saúde e por que esse é um conceito fundamental para o sistema brasileiro.

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