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<url>https://www.drgbrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-2020-12-14-32x32.png</url><title>desperdício em saúde Archives - DRG</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/tag/desperdicio-em-saude/</link>
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<item><title>Plataformas de saúde: o papel do ESG na luta contra o desperdício</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/plataformas-de-saude-esg-contra-o-desperdicio/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=plataformas-de-saude-esg-contra-o-desperdicio</link>
<dc:creator><![CDATA[DRG Brasil]]></dc:creator>
<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 20:38:52 +0000</pubDate>
<category><![CDATA[Grupo IAG Saúde]]></category>
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<content:encoded><![CDATA[<div
style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" class="sharethis-inline-share-buttons" ></div><p>No contexto do setor de saúde, as plataformas digitais estão se consolidando como poderosas ferramentas para conectar diferentes atores e otimizar os processos. Mas o que torna uma plataforma de saúde realmente sustentável? Como o <strong>ESG (Environmental, Social, and Governance)</strong> pode ser uma força transformadora no combate ao desperdício e na entrega de saúde de qualidade para todos?</p><p>Este artigo explora como plataformas de saúde, quando integradas a práticas ESG, podem gerar valor ao setor, impulsionando a eficiência, reduzindo desperdícios e melhorando a experiência dos pacientes.</p><hr
class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/><h2 class="wp-block-heading">O que são plataformas de saúde?</h2><p>Uma <strong>plataforma de saúde</strong> é um ambiente tecnológico que conecta diversos atores da cadeia de saúde — instituições, profissionais, operadoras, pacientes, entre outros — com o objetivo de gerar valor mútuo. No coração desse modelo está a ideia de <strong>conexão e colaboração</strong>.</p><p>Plataformas como Uber e iFood, por exemplo, conectam diferentes necessidades e ofertas de maneira rápida e eficiente. O mesmo princípio pode ser aplicado ao setor de saúde. No entanto, no caso da saúde, a plataforma vai além de uma simples transação de serviços. Ela atua como um elo fundamental para <strong>integrar dados</strong>,<strong> facilitar a comunicação </strong>e promover a <strong>eficiência assistencial</strong>.</p><p>Um exemplo prático é a<strong> plataforma Valor Saúde Brasil</strong>, que reúne um ecossistema dedicado a otimizar o uso de recursos, melhorar a qualidade dos cuidados e <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/custos-em-saude/">combater o desperdício</a> no sistema de saúde brasileiro. Alguns dos principais aliados na entrega de valor são:</p><ul><li>Operadoras do sistema de saúde privado e do SUS</li><li>Prestadores de serviços de saúde</li><li>Organizações que oferecem benefícios de saúde</li><li>Consultorias e empresas de tecnologia</li><li>Instituições de ensino</li><li>Federações e associações</li></ul><h2 class="wp-block-heading">O desafio do desperdício no setor de saúde</h2><p>O desperdício no setor de saúde é um dos maiores desafios enfrentados globalmente. De acordo com o livro <a
href="https://www.youtube.com/watch?v=5vJEGRKLK2A">A Revolução Silenciosa da Saúde no Brasil</a>, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que <strong>entre 20% e 40% dos gastos com saúde são desperdiçados</strong>, o que impacta tanto os pacientes, com desfechos clínicos aquém do esperado, quanto a experiência deles no sistema de saúde.</p><p>No Brasil, o cenário preocupa. Para se ter uma ideia, a publicação aponta que, na saúde suplementar, o desperdício em virtude da insegurança assistencial hospitalar pode atingir o patamar de <strong>10,6 bilhões de reais</strong>.</p><p>Os hospitais, que representam aproximadamente 50% dos orçamentos de saúde, são elementos chave nesse panorama. A <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/eficiencia-hospitalar-estrategias-para-melhorar-este-indice/">ineficiência</a> prejudica a capacidade de atender mais pacientes, já que os recursos poderiam ser melhor empregados. Melhorar a eficiência, portanto, torna-se uma prioridade política, especialmente em sistemas com escassez de recursos.</p><p>Nos Estados Unidos, o desperdício atinge proporções exorbitantes. Segundo uma revisão publicada em 2019 pelo <a
href="https://jamanetwork.com/journals/jama/article-abstract/2752664">JAMA Network</a>, falhas na entrega do cuidado, coordenação inadequada e tratamentos desnecessários levam a um <strong>custo anual entre US$ 760 bilhões e US$ 935 bilhões</strong>​. Isso representa um potencial de redução de desperdício de 25%, economizando de US$ 191 bilhões a US$ 286 bilhões.</p><p>Plataformas de saúde, como o <strong>Valor Saúde Brasil powered by DRG Brasil + Inteligência Artificial</strong>, desempenham um papel crucial ao permitir que instituições identifiquem e combatam esses desperdícios, seja através da análise de dados sobre tempo de permanência, reinternações não planejadas ou condições adquiridas durante a hospitalização.</p><p>Essas plataformas utilizam <strong>IA </strong>e <strong>análises preditivas</strong> para ajudar as instituições a tomarem decisões informadas, baseadas em dados reais, e implementar melhorias contínuas.</p><h2 class="wp-block-heading">Valor em saúde: uma abordagem necessária</h2><p>O conceito de <strong><a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/valor-em-saude-2/">valor em saúde</a></strong> baseia-se na relação entre os <strong>resultados em saúde </strong>que importam para os pacientes e o <strong>custo </strong>necessário para alcançá-los. Em outras palavras, <strong>quanto maior o valor em saúde, menor o desperdício</strong>.</p><p>Essa abordagem pode ser desmembrada em três pilares principais:</p><ul><li><strong>Desfechos clínicos de qualidade: </strong>Os cuidados prestados ao paciente devem resultar em melhores resultados para sua saúde, minimizando complicações e readmissões.<br></li><li><strong>Eficiência no uso de recursos:</strong> Identificar e eliminar desperdícios, seja de tempo, recursos financeiros ou materiais, é essencial para garantir a sustentabilidade do sistema.<br></li><li><strong>Experiência do paciente:</strong> Garantir que o paciente tenha uma experiência positiva em sua jornada assistencial é um diferencial importante para o sucesso de qualquer instituição de saúde.</li></ul><p>A implementação de um modelo baseado em valor requer a coleta de<strong> dados precisos</strong>, análise contínua e comparação dos indicadores para identificar os principais focos de desperdício. E não há dúvidas: esse processo depende de<strong> tecnologia avançada, organizações comprometidas e profissionais engajados</strong>.</p><figure
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href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/esg-na-saude/"> transformar o setor de saúde</a>, promovendo práticas mais sustentáveis, éticas e inclusivas.</p><h3 class="wp-block-heading"><em><strong>1. Ambiental: redução do impacto no meio ambiente</strong></em></h3><p>No aspecto ambiental, plataformas de saúde podem ajudar a reduzir o uso de recursos naturais e o impacto ambiental por meio de soluções tecnológicas inovadoras. Exemplos incluem:</p><ul><li><strong>Digitalização de prontuários</strong>, que elimina a necessidade de arquivos físicos e reduz o uso de papel.</li><li><strong>Uso de aplicativos e videoconferências</strong>, que diminuem a necessidade de deslocamentos e o consumo de combustíveis fósseis.</li><li><strong>Data centers remotos</strong>, que otimizam o uso de energia e garantem maior eficiência na gestão de dados.</li></ul><p>Ao reduzir o consumo de recursos, essas plataformas ajudam a construir um sistema de saúde mais sustentável, diminuindo o impacto ambiental e promovendo um futuro mais promissor.</p><h3 class="wp-block-heading"><em><strong>2. Social: inclusão e equidade na saúde</strong></em></h3><p>No aspecto social, as plataformas de saúde desempenham um papel essencial na <strong>educação e empoderamento</strong> da população. Ao oferecer transparência sobre os protocolos de tratamento e permitir que os pacientes tenham maior controle sobre suas informações de saúde, elas incentivam a <strong>prevenção </strong>e o <strong>autocuidado</strong>.</p><p>Além disso, as plataformas têm o potencial de democratizar o acesso à saúde, permitindo que<strong> pacientes de áreas remotas</strong> ou <strong>populações vulneráveis</strong> acessem serviços de qualidade, superando barreiras geográficas e socioeconômicas.</p><p>A <strong>transparência nas informações</strong> também ajuda a reduzir disparidades no tratamento, promovendo um sistema de saúde mais justo e equitativo.</p><h3 class="wp-block-heading"><em><strong>3. Governança: transparência e confiabilidade</strong></em></h3><p>A <strong>governança corporativa</strong> é um dos pilares centrais para garantir que as plataformas de saúde operem de maneira ética e transparente. As plataformas devem seguir rigorosos <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/lgpd-compliance-gestao-da-qualidade/">padrões de segurança da informação</a>, garantindo a proteção de dados dos pacientes e a conformidade com as normas regulatórias, como a <strong>Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)</strong> no Brasil.</p><p>Além disso, as boas práticas de governança promovem uma <strong>gestão transparente</strong>, onde os dados são compartilhados de maneira clara entre as partes envolvidas, fortalecendo a confiança no sistema de saúde.</p><h2 class="wp-block-heading">ESG na saúde, dentro e fora do Brasil</h2><p>Com a possibilidade de exigências obrigatórias para a publicação de relatórios ESG, a pressão para que as organizações de saúde adotem essas práticas está aumentando globalmente, como aponta a <a
href="https://www.grantthornton.com/insights/articles/health-care/2023/creating-an-esg-strategy-at-healthcare-organizations">Grant Thornton</a>.</p><p>Nos EUA, mudanças regulatórias se aproximam: à medida que empresas de capital aberto avançam em suas iniciativas ESG, mesmo as organizações de saúde que não são obrigadas a relatar podem sentir essa pressão. Além disso, a pontuação de <strong>desempenho ESG em breve deverá ser um fator importante nos pagamentos do Medicare</strong>.</p><p>Na Europa, a Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa (CSRD) já foi aprovada e exigirá que empresas que atendem a certos critérios divulguem informações sobre governança, impactos sustentáveis, riscos e metas.</p><p>Segundo o relatório <a
href="https://conteudo.amcham.com.br/pesquisa-panorama-esg-2023">&#8220;Panorama ESG 2023&#8221;</a> da Amcham, <strong>64% das empresas brasileiras afirmam ter uma estratégia formal de ESG</strong> em desenvolvimento ou já implementada. Esse movimento não apenas responde a demandas de investidores e consumidores, mas também se alinha a um contexto global onde a transparência e a ética empresarial são cada vez mais valorizadas.</p><p>Assim como nos Estados Unidos e Europa, a pressão por relatórios ESG efetivos tem aumentado, com um número crescente de organizações buscando integrar práticas sustentáveis em seus modelos de negócios.</p><p>No setor de saúde, a adoção de iniciativas ESG se torna ainda mais crucial, dado o impacto significativo que essa indústria exerce sobre a sociedade e o meio ambiente. De acordo com a pesquisa, <strong>apenas 45% das instituições de saúde no Brasil possuem iniciativas formalmente estruturadas em ESG</strong>.</p><p>No entanto, há um reconhecimento crescente de que integrar princípios ESG pode levar a melhores resultados financeiros e operacionais. A saúde é responsável por cerca de 8,5% das emissões totais de gases de efeito estufa (GEE) nos EUA, e uma situação similar pode ser observada no Brasil.</p><p>Sendo assim, iniciativas de redução de emissões e promoção do bem-estar social são fundamentais para a reputação e sustentabilidade das instituições de saúde. Com a crescente consciência sobre a importância das práticas ESG, espera-se que essas organizações se comprometam a desenvolver programas robustos que promovam <strong>transparência, engajamento e conectividade </strong>com as partes interessadas.</p><h2 class="wp-block-heading">Conectividade e colaboração: o caminho para um impacto coletivo</h2><p>A grande força das plataformas de saúde está em sua capacidade de<strong> conectar diferentes atores</strong> de maneira eficiente e colaborativa.</p><p>Elas criam um <strong>ecossistema de saúde </strong>onde hospitais, médicos, operadoras, fornecedores e pacientes podem compartilhar informações e trabalhar em conjunto para alcançar um objetivo comum: melhorar a qualidade do cuidado e combater o desperdício.</p><p>O <strong>ESG</strong>, nesse contexto, atua como um <strong>orientador ético</strong> para garantir que essas conexões sejam baseadas em relações justas, inclusivas e sustentáveis.</p><p>As plataformas tornam possível a criação de <strong>comunidades interligadas</strong>, onde todos os participantes têm um papel ativo na transformação do sistema de saúde.</p><h2 class="wp-block-heading">Mudança de paradigma: do volume para o valor</h2><p>A transformação do setor de saúde para um modelo baseado em valor exige uma <strong>mudança de mentalidade</strong> significativa. Durante décadas, o setor operou com base em um modelo de pagamento por volume, onde a quantidade de procedimentos realizados era o principal determinante do pagamento.</p><p>O conceito de <strong>valor em saúde</strong>, no entanto, desafia essa lógica, propondo um modelo onde a remuneração é baseada nos <strong>resultados obtidos para os pacientes</strong>. Isso significa que hospitais, operadoras e equipes médicas devem compartilhar os <strong>riscos </strong>e os <strong>resultados </strong>do tratamento, garantindo que todos estejam alinhados em torno do objetivo final: entregar o<a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/governanca-clinica-qualidade-do-cuidado-em-saude/"> melhor cuidado ao paciente</a>.</p><p>Plataformas como o <strong>Valor Saúde Brasil </strong>são essenciais nesse processo, pois facilitam a conexão entre os atores que precisam <strong>entregar valor</strong>, aqueles que possuem as <strong>ferramentas para viabilizar essa entrega</strong> e, por fim, a população que se beneficia dos cuidados baseados em valor.</p><p>Se o valor em saúde coloca o paciente no centro de tudo, o ESG deve seguir a mesma lógica: <strong>o foco deve ser o paciente, o cidadão, o ser humano</strong>. É ele quem inspira cada decisão, cada melhoria e cada transformação no sistema de saúde. O verdadeiro compromisso do ESG é garantir que cada pessoa tenha acesso a um cuidado mais justo, humanizado e eficaz, sempre priorizando o bem-estar e a dignidade de cada vida tocada por esse sistema.</p><h2 class="wp-block-heading">Potencial de impacto do ESG nas plataformas de saúde</h2><p>Há um ditado que diz: “juntos somos mais fortes”. Esse princípio é a base das plataformas de saúde. Ao conectar quem necessita de cuidados com quem os fornece, as soluções se tornam mais eficientes e os resultados, mais impactantes.</p><p>Quando integradas aos princípios do <strong>ESG</strong>, as plataformas de saúde têm o poder de transformar o setor, melhorando tanto as condições de saúde quanto a redução de desperdícios. Isso contribui para <strong>um sistema mais acessível, inclusivo e sustentável</strong>.</p><p>Diante dos desafios crescentes do contexto atual, as plataformas digitais se destacam como soluções essenciais. Ao adotar práticas de ESG, elas conseguem otimizar recursos, melhorar os resultados assistenciais e fortalecer a luta por um sistema de saúde mais equitativo.</p><p><strong>O futuro da saúde está na combinação de plataformas e ESG </strong>— juntos, eles criam as bases para um sistema que prioriza o valor, reduz desperdícios e entrega melhores resultados para a sociedade.</p><hr
class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/><p><a
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