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<item><title>Near miss materno: como o Hospital Nossa Senhora das Graças reduziu mortes evitáveis e fortaleceu a segurança assistencial</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/near-miss-materno/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=near-miss-materno</link>
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<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 19:54:32 +0000</pubDate>
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isPermaLink="false">https://www.drgbrasil.com.br/?p=32302</guid><description><![CDATA[<p>Garantir a qualidade e segurança na assistência materna é um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de saúde em todo o Brasil. O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), referência em Curitiba (PR), encarou esse desafio por meio de um projeto inovador de monitoramento do Near Miss Materno, utilizando a metodologia DRG Brasil, e alcançou [&#8230;]</p><p>The post <a
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<content:encoded><![CDATA[<div
style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" class="sharethis-inline-share-buttons" ></div><p>Garantir a qualidade e segurança na assistência materna é um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de saúde em todo o Brasil. O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), referência em Curitiba (PR), encarou esse desafio por meio de um projeto inovador de monitoramento do Near Miss Materno, utilizando a metodologia DRG Brasil, e alcançou resultados notáveis na prevenção de mortes evitáveis e aumento da segurança das pacientes.</p><h2 class="wp-block-heading"><strong>Tradição e excelência em Curitiba</strong></h2><p>Fundado em 1953 pelas Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, o HNSG é um hospital filantrópico geral com maternidade. Com mais de 70 anos de história, é conhecido na capital paranaense pela alta complexidade de seus serviços, como transplantes de medula óssea e hepático, além da referência obstétrica.</p><p>Em 2024, o hospital deu início a um projeto pioneiro para identificar e monitorar casos de Near Miss Materno, um indicador crítico da qualidade da assistência obstétrica, utilizado especialmente em contextos onde a mortalidade materna tornou-se mais rara.</p><h2 class="wp-block-heading"><strong>Near miss materno e sua importância na saúde materna</strong></h2><p>O conceito Near miss materno (NMM) refere-se às complicações graves sofridas por mulheres durante a gestação, parto ou período puerperal, que colocam suas vidas em risco, mas que, por uma intervenção oportuna, não resultam em óbito. Segundo estudos consultados e apresentados pela Dra. Danielle Duck Schulz, Coordenadora Médica da linha cirúrgica do HNSG, estima-se que aproximadamente 1% das gestantes em Curitiba possam enfrentar situações classificadas como <em>near miss</em>.</p><p>Essas complicações funcionam como um alerta para instituições de saúde, indicando pontos críticos de melhoria na assistência às gestantes, prevenindo eventos mais graves, como o óbito materno.</p><h2 class="wp-block-heading"><strong>Como o HNSG implementou o monitoramento do Near miss materno</strong></h2><p>Para estruturar a identificação e acompanhamento desses casos, o hospital adotou a metodologia DRG Brasil, que permitiu classificar e analisar detalhadamente cada caso com indicadores objetivos, proporcionando uma visão clara dos problemas e das oportunidades de melhoria.</p><p>Entre janeiro e junho de 2024, o hospital codificou um total de 2.314 prontuários relacionados a gravidez, parto e puerpério. Desses, 116 apresentaram condições clínicas que poderiam levar ao Near Miss Materno. Após análise rigorosa, 10 casos foram confirmados como Near Miss, representando 0,43% das internações &#8211; uma taxa abaixo da média esperada, refletindo a qualidade e segurança já alcançadas.</p><h2 class="wp-block-heading"><strong>Resultados concretos e diagnósticos identificados</strong></h2><p>Dentro dos casos confirmados de Near Miss no HNSG, destacaram-se condições hemorrágicas e infecciosas:</p><ul><li><strong>Hemorragias pós-parto (tardias e secundárias):</strong> 4 casos;<br></li><li><strong>Outras hemorragias do pós-parto imediato:</strong> 2 casos;<br></li><li><strong>Choque durante ou subsequente ao trabalho de parto:</strong> 2 casos;<br></li><li><strong>Infecção puerperal:</strong> 2 casos.<br></li></ul><p>Nenhum desses casos resultou em óbito, demonstrando a eficiência das intervenções e do monitoramento contínuo realizado pela equipe hospitalar.</p><p>Outro dado relevante destacado pela Dra. Danielle foi a identificação dos principais fatores causadores dessas complicações no hospital em 2023:</p><ul><li>Desordens hemorrágicas: 60%<br></li><li>Desordens hipertensivas: 20%<br></li><li>Infecções: 20%<br></li></ul><p>Esses dados direcionaram ações específicas, como capacitações e atualizações constantes nos protocolos de hipertensão gestacional, diabetes gestacional e manejo das infecções genitourinárias, potencializando ainda mais a qualidade assistencial prestada pela instituição.</p><h2 class="wp-block-heading"><strong>Identificação e gestão de atrasos assistenciais</strong></h2><p>Outro diferencial do projeto foi o mapeamento detalhado das causas das complicações por meio da identificação das chamadas “demoras assistenciais”:</p><ul><li><strong>Demora 1 (27%)</strong>: Relacionada à busca tardia da paciente pelo serviço ou falta de adesão ao tratamento;<br></li><li><strong>Demora 2 (8,3%)</strong>: Acesso limitado ou inadequado ao serviço de saúde;<br></li><li><strong>Demora 3 (13,5%)</strong>: Associada diretamente à qualidade da assistência no pré-natal, parto ou puerpério no ambiente hospitalar.<br></li></ul><p>Com a clareza proporcionada por essa análise, o hospital pôde implementar ações direcionadas para reduzir essas demoras, fortalecendo a segurança assistencial e promovendo intervenções mais rápidas e eficazes.</p><h2 class="wp-block-heading"><strong>Lições aprendidas e recomendações para outras instituições</strong></h2><p>A experiência do HNSG revela alguns fatores fundamentais para o sucesso de programas semelhantes:</p><ul><li><strong>Monitoramento contínuo e integrado:</strong> A adoção de tecnologias e metodologias como o DRG é crucial para o controle em tempo real das condições de risco.<br></li><li><strong>Ações direcionadas e rápidas:</strong> A capacidade de identificar precocemente os fatores de risco possibilita intervenções imediatas e efetivas.<br></li><li><strong>Formação continuada das equipes assistenciais:</strong> A capacitação constante dos profissionais é determinante para o sucesso dos processos assistenciais, especialmente em situações críticas.<br></li></ul><p>“Esse é um trabalho realizado por várias mãos, onde pequenos esforços diários são responsáveis pelos grandes resultados que conquistamos. O sucesso na redução do Near Miss Materno é a soma desses esforços contínuos e da dedicação de todos”, destacou Dra. Danielle Schulz.</p><h2 class="wp-block-heading"><strong>Um exemplo de excelência em saúde materna</strong></h2><p>O caso do Hospital Nossa Senhora das Graças mostra que é possível reduzir significativamente os casos de Near Miss Materno por meio de um monitoramento constante, ações rápidas e estratégias baseadas em evidências. Esses resultados reforçam o compromisso do hospital com a segurança materna, além de oferecer um modelo que pode ser replicado por outras instituições de saúde em busca da excelência assistencial.</p><p>A história do HNSG inspira e reforça uma mensagem importante: a segurança da mulher durante a gestação e o parto deve ser prioridade absoluta em todas as instituições de saúde.</p><hr
class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/><p><strong>Quer saber mais sobre como implementar estratégias semelhantes na sua instituição?<br></strong>Entre em contato com o Grupo IAG Saúde e saiba como podemos apoiar você nessa jornada pela excelência assistencial e segurança do paciente.</p><p><strong>Grupo IAG Saúde</strong>Excelência e Inovação em Gestão Hospitalar<br><a
href="http://www.grupoiagsaude.com.br">www.grupoiagsaude.com.br</a></p><p>The post <a
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<item><title>Case de sucesso: como a parceria entre o Grupo IAG Saúde e a Unimed Uberlândia transformou o cuidado ao idoso</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/case-de-sucesso-unimed-uberlandia/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=case-de-sucesso-unimed-uberlandia</link>
<dc:creator><![CDATA[DRG Brasil]]></dc:creator>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 17:19:39 +0000</pubDate>
<category><![CDATA[Modelo Assistencial]]></category>
<category><![CDATA[operadora de saúde]]></category>
<category><![CDATA[eficiência em saúde]]></category>
<category><![CDATA[linha de cuidado do idoso]]></category>
<category><![CDATA[cuidado ao idoso]]></category>
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isPermaLink="false">https://www.drgbrasil.com.br/?p=32257</guid><description><![CDATA[<p>No cenário atual da saúde, a busca por modelos de atendimento inovadores e eficientes é fundamental para enfrentar os desafios do envelhecimento populacional. Esse é o contexto no qual a Unimed Uberlândia, referência nacional com mais de 137 mil beneficiários – e atualmente a segunda maior Unimed de Minas Gerais – se destaca. Em parceria [&#8230;]</p><p>The post <a
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<content:encoded><![CDATA[<div
style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" class="sharethis-inline-share-buttons" ></div><p>No cenário atual da saúde, a busca por modelos de atendimento inovadores e eficientes é fundamental para enfrentar os desafios do envelhecimento populacional. Esse é o contexto no qual a Unimed Uberlândia, referência nacional com mais de 137 mil beneficiários – e atualmente a segunda maior Unimed de Minas Gerais – se destaca. Em parceria com o Grupo IAG Saúde, essa instituição deu um passo decisivo ao implementar uma linha de cuidado especializada para o idoso, resultando em melhorias significativas nos indicadores de qualidade e na otimização dos custos. Neste artigo, vamos explorar os detalhes desse case de sucesso, evidenciando como os serviços e a expertise do Grupo IAG Saúde foram essenciais para transformar o atendimento e gerar resultados expressivos.</p><iframe
width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/IgOet1tG1zU?si=3FsSRmkSxqvE-dlb" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe><p><strong>Desafios do envelhecimento e a necessidade de inovação</strong></p><p>A transformação demográfica no Brasil tem levado a uma mudança no perfil dos beneficiários dos serviços de saúde. Com o declínio das taxas de mortalidade e o aumento da longevidade, cresce a demanda por modelos de cuidado que atendam de forma personalizada e humanizada à população idosa – a chamada “geração prateada”. O desafio, portanto, vai muito além do atendimento clínico tradicional, exigindo estratégias integradas que atendam não apenas aos aspectos médicos, mas também às demandas socioemocionais e operacionais dos idosos e de seus cuidadores.</p><p>Nesse cenário, a Unimed Uberlândia reconheceu a necessidade de repensar seu modelo de atendimento e inovar com uma linha de cuidado específica para os idosos. A parceria com o Grupo IAG Saúde se mostrou essencial, pois trouxe o suporte técnico e a integração de processos necessários para a implantação de um sistema que unisse tecnologia, gestão de dados e uma abordagem humanizada. Com base em indicadores técnicos e em estratégias de governança, o novo modelo passou a oferecer não só uma redução de custos, mas também uma maior qualidade no atendimento – um diferencial imprescindível em um mercado cada vez mais competitivo.</p><p><strong>A parceria estratégica com o Grupo IAG Saúde</strong></p><p>Desde o início, o Grupo IAG Saúde atuou como um verdadeiro parceiro estratégico na criação e implementação da linha de cuidado. Essa colaboração se baseou em alguns pilares fundamentais:</p><ul><li>Implantação de indicadores técnicos: com o uso de sistemas baseados em DRG (<em>Diagnosis-Related Group</em>), presentes em toda a rede hospitalar da Unimed Uberlândia, foi possível transformar argumentos meramente subjetivos em dados sólidos e técnicos, que nortearam todo o processo do novo modelo de atendimento;</li></ul><ul><li>Consultas e mapeamento da população: uma das primeiras etapas do projeto consistiu na identificação e estratificação da população idosa. Em setembro de 2024, a linha de cuidado abrangeu 4.069 idosos, representando 18,3% dos 21.601 beneficiários. Essa captação significativa demonstrou não apenas a adesão dos pacientes, mas também a capacidade da equipe em identificar aqueles que se beneficiariam mais de um acompanhamento especializado;</li></ul><ul><li>Integração de programas e soluções: o projeto integrou diversas iniciativas, como os programas Valoriza e Uniclal, que, respectivamente, oferecem remuneração diferenciada aos cooperados e avaliam a qualidade e segurança da rede prestadora. Além disso, a parceria com a APS, responsável pelo “navegador de cuidado”, permitiu a captação e o monitoramento dos idosos, facilitando o encaminhamento para o ambulatório especializado;</li></ul><ul><li>Engajamento dos hospitais e profissionais: a realização de uma RFP (<em>Request for Proposal</em>) entre os hospitais da rede permitiu identificar aqueles com maior interesse e capacidade de integrar a nova linha de cuidado. Um exemplo destacado foi do Hospital Mater Dei Santa Genoveva e Rede Mater Dei de Saúde, com uma parceria fundamental, realizando reuniões mensais e acompanhando de perto os indicadores de desempenho e qualidade do atendimento.</li></ul><p><strong>Estratégias de governança e monitoramento clínico</strong></p><p>A governança clínica desempenhou um papel central nessa transformação. Através de um modelo bem estruturado de remuneração e acompanhamento, o projeto possibilitou a identificação dos riscos e a definição de percursos assistenciais personalizados para cada idoso. Essa abordagem facilitou a atuação conjunta de médicos, cooperados e profissionais da saúde, garantindo que cada paciente fosse acolhido de forma individualizada e que as intervenções fossem realizadas de forma tempestiva e precisa.</p><p>Para além do aspecto financeiro – essencial para a sustentabilidade do sistema –, a governança clínica permitiu a criação de um ambiente de comunicação fluida com os beneficiários, utilizando canais variados, como consultas online, atendimento por WhatsApp e telefone, além do tradicional 0800 para cadastramento e dúvidas. Essa integração não apenas agilizou o acesso à rede de cuidados, mas também reforçou o compromisso com uma atenção ao paciente centrada nas suas necessidades e características individuais.</p><p><strong>Resultados expressivos e impacto financeiro</strong></p><p>Os números obtidos após a implementação da linha de cuidado falam por si só. Desde 2022, após o início do programa, observou-se uma redução de 3,4% no custo médio dos serviços destinados aos idosos. Em 2023, o custo dos atendimentos, que anteriormente poderia chegar a 38,9% em determinados segmentos, foi significativamente reequilibrado, contribuindo para um custo total de R$ 563 milhões – dos quais R$ 219 milhões foram realocados de forma mais eficiente dentro do sistema.</p><p>Um dos pontos de destaque foi o custo evitado, que em 2024 chegou a mais de R$ 5,3 milhões. Além disso, a adesão e o acompanhamento contínuo foram evidenciados por um índice de 82% dos idosos que permanecem na linha de cuidado por mais de seis meses. Esses indicadores reforçam a eficácia do modelo adotado e demonstram que a integração de tecnologias com uma abordagem humana e personalizada pode gerar benefícios tanto em termos clínicos quanto financeiros.</p><p>Outro dado relevante é o comparativo entre os indicadores dos idosos que participam do programa e aqueles que não o fazem. A análise mostrou que os participantes da linha de cuidado apresentaram uma redução de 24% em indicadores de morbidade em comparação aos inativos, corroborando o que já se vê na literatura especializada. Em termos de repercussão, essa abordagem inovadora também refletiu positivamente em indicadores externos, como o IDSS e as avaliações realizadas em eventos de inspeção, onde a Unimed Uberlândia recebeu convites e destaque por sua transformação.</p><p><strong>A importância dos parâmetros técnicos e da certificação</strong></p><p>Outro diferencial do projeto foi o forte embasamento técnico capaz de desbancar antigos paradigmas de atendimento. Ao adotar sistemas como o DRG e promover a certificação dos hospitais participantes, a Unimed Uberlândia deixou de lado argumentos baseados em experiências pessoais para adotar uma postura técnica e fundamentada em dados reais. Essa mudança permitiu que decisões estratégicas fossem tomadas com base em indicadores assistenciais, operacionais e financeiros, garantindo transparência e segurança no processo de transformação.</p><p>A utilização de um contrato interno de gestão também foi essencial para engajar os cooperados. A partir desse mecanismo, os profissionais passaram a ter um papel ativo na identificação e no encaminhamento dos idosos, incentivados por programas como o Valoriza, que os premiam por identificar e acompanhar os pacientes de maneira eficaz. Essa adesão foi reforçada pelas reuniões mensais e pela definição de indicadores estratégicos agrupados em cinco eixos: assistencial, de inovação, econômico-financeiro, operativismo e eficiência na segurança.</p><p><strong>O papel fundamental da colaboração interinstitucional</strong></p><p>Um dos aspectos mais inspiradores desse case de sucesso é o nível de colaboração entre as diversas entidades envolvidas. Além do Grupo IAG Saúde, que forneceu as ferramentas e o acompanhamento técnico necessário, a parceria englobou instituições como a APES, o Hospital Mater Dei Santa Genoveva e Rede Mater Dei de Saúde, entre outros. Essa integração possibilitou que cada parceiro contribuísse com sua expertise, criando uma rede de atenção que se mostrou robusta e altamente funcional.</p><p>Os grupos focais realizados com beneficiários e com representantes das empresas também foram essenciais para ajustar e aprimorar o modelo de atendimento. Esses encontros possibilitaram um mapeamento detalhado das necessidades dos idosos e permitiram que as críticas e sugestões fossem incorporadas no processo, intensificando o compromisso com o cuidado centrado no paciente. Através dessas discussões, foram identificados pontos positivos e áreas de melhoria, garantindo que a estratégia se mantivesse sempre alinhada às demandas reais do público.</p><p><strong>Desafios superados e lições para o setor de saúde</strong></p><p>O case da Unimed Uberlândia ilustra claramente como a conjugação de tecnologia, governança clínica e engajamento dos profissionais pode transformar completamente o atendimento aos idosos. Entre os principais desafios superados, destacam-se:</p><ul><li>Identificação e estratificação de risco: a capacidade de mapear a população idosa e direcionar os esforços de cuidado para aqueles de maior risco foi um dos pontos fortes da estratégia. Isso possibilitou a definição de planos assistenciais personalizados que contribuíram para a redução dos custos e a melhora nos indicadores clínicos;</li></ul><ul><li>Integração de sistemas: a unificação dos dados e a utilização de sistemas integrados, como o DRG, garantiram uma gestão mais transparente e eficiente, proporcionando embasamento técnico para decisões estratégicas;</li></ul><ul><li>Engajamento dos profissionais: ao envolver cooperados e médicos de forma ativa, o projeto conseguiu não apenas melhorar o atendimento no dia a dia, mas também criar um ambiente de colaboração que impulsionou a adesão e o comprometimento com a linha de cuidado.</li></ul><p>Essas lições servem de referência para outras instituições e operadoras que buscam inovar no atendimento à terceira idade. A experiência demonstrada pela Unimed Uberlândia, impulsionada pelo suporte estratégico e operacional do Grupo IAG Saúde, reforça que a excelência no cuidado é fruto de uma gestão integrada, que alia tecnologia, dados e, sobretudo, o olhar humano para a saúde.</p><p><strong>Conclusão: a transformação através da inovação e da parceria</strong></p><p>Em resumo, o sucesso da parceria entre a Unimed Uberlândia e o Grupo IAG Saúde é um exemplo incontestável de como a união de esforços pode transformar desafios em grandes oportunidades. Ao implementar uma linha de cuidado diferenciada para os idosos, a Unimed Uberlândia não apenas melhorou seus indicadores de qualidade e reduziu custos, mas também elevou o padrão do atendimento oferecido, beneficiando uma parcela significativa de sua população.</p><p>Os serviços prestados pelo Grupo IAG Saúde foram determinantes para viabilizar essa transformação. Por meio da utilização de sistemas baseados em DRG, da integração de programas estratégicos, do engajamento contínuo dos profissionais e da adoção de modelos de gestão inovadores, o grupo demonstrou que é possível transformar o cuidado em saúde com base em dados e na colaboração interinstitucional.</p><p>Essa experiência inspiradora reforça a importância de adotar um modelo de gestão que vá além das práticas tradicionais e que coloque o paciente – neste caso, o idoso – no centro de todas as ações. Para os leads e demais interessados no Grupo IAG Saúde, esse case representa uma oportunidade de entender como a expertise e a flexibilidade dos serviços podem ser o diferencial competitivo necessário para transformar a prestação de serviços e promover uma saúde mais humana, eficiente e sustentável.</p><p>Se você busca transformação e inovação para aprimorar a qualidade do atendimento em sua instituição, saiba que o Grupo IAG Saúde está preparado para ser o parceiro estratégico ideal nessa jornada. Ao unir tecnologia, governança e uma abordagem centrada no paciente, estamos prontos para ajudar a sua organização a conquistar resultados expressivos e a construir um futuro de sucesso na área da saúde.</p><p>The post <a
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<item><title>Sinergia e eficiência: como o Hospital Padre Máximo otimizou o giro de leitos e aumentou a satisfação dos pacientes</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/hospital-padre-maximo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=hospital-padre-maximo</link>
<dc:creator><![CDATA[DRG Brasil]]></dc:creator>
<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 20:33:11 +0000</pubDate>
<category><![CDATA[Modelo Assistencial]]></category>
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isPermaLink="false">https://www.drgbrasil.com.br/?p=32252</guid><description><![CDATA[<p>Hospitais filantrópicos frequentemente lidam com orçamentos apertados, processos complexos e uma pressão constante por resultados. Indo na contramão dessas dificuldades, o Hospital Padre Máximo, de Venda Nova do Imigrante (ES), destacou-se ao adotar estratégias inovadoras que integraram tecnologia, gestão de pessoas e processos mais eficientes. Sob a liderança de Esla Lessa Borba, diretora geral da [&#8230;]</p><p>The post <a
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<content:encoded><![CDATA[<div
style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" class="sharethis-inline-share-buttons" ></div><p>Hospitais filantrópicos frequentemente lidam com orçamentos apertados, processos complexos e uma pressão constante por resultados. Indo na contramão dessas dificuldades, o Hospital Padre Máximo, de Venda Nova do Imigrante (ES), destacou-se ao adotar estratégias inovadoras que integraram tecnologia, gestão de pessoas e processos mais eficientes. Sob a liderança de Esla Lessa Borba, diretora geral da instituição, o hospital promoveu mudanças estruturais que resultaram em uma significativa otimização do giro de leitos, aumento na eficiência assistencial e maior satisfação dos pacientes.</p><p>Neste artigo, você conhecerá em detalhes as estratégias adotadas pelo Hospital Padre Máximo e como elas podem servir de inspiração para instituições que buscam resultados semelhantes.</p><h2 class="wp-block-heading"><strong>Contexto Inicial e desafios enfrentados</strong></h2><p>Fundado em 1959, o Hospital Padre Máximo possui 82 leitos gerais e 20 leitos de UTI, com uma forte vocação filantrópica: <strong>atualmente, 92% dos atendimentos são destinados ao SUS</strong>. No entanto, assim como outras entidades do setor, o hospital enfrentava dificuldades relacionadas à gestão financeira, limitação de orçamento, escassez de recursos, rotatividade de profissionais e processos internos fragmentados e pouco eficientes.</p><p>Segundo Esla Borba, diretora geral da instituição, o hospital vivia grandes desafios financeiros e operacionais, com ausência ou dificuldades com os sistemas de informação. “Nosso orçamento era limitado e tínhamos dificuldades significativas em relação à qualificação dos nossos profissionais e à gestão dos nossos processos”, afirmou.</p><h2 class="wp-block-heading"><strong>Inovação como estratégia de mudança</strong></h2><p>Buscando reverter essa situação, o Hospital Padre Máximo iniciou um processo transformador utilizando a metodologia DRG Brasil, que permitiu uma visão clara e objetiva do desempenho assistencial da instituição. A metodologia possibilitou identificar gargalos como divergências nas altas médicas e falhas na gestão dos desfechos clínicos críticos.</p><p>Os objetivos de implementar inovação e metodologias de gestão por processos, como o DRG Brasil, foram:</p><ul><li>Aumentar o valor em saúde</li><li>Melhorar desfechos clínicos</li><li>Otimizar uso de recursos</li><li>Reduzir tempo de permanência</li><li>Elevar a experiência do paciente</li></ul><p>“O DRG trouxe clareza sobre nosso real perfil assistencial, permitindo identificar os problemas reais relacionados ao tempo de permanência, reinternações e condições adquiridas pelos pacientes durante a internação”, complementou Esla.</p><h2 class="wp-block-heading"><strong>Ações integradas e resultados concretos</strong></h2><p>Para enfrentar os desafios identificados, o Hospital Padre Máximo implementou ações coordenadas e estratégicas que abrangem três grandes pilares:</p><h3 class="wp-block-heading"><strong>1. Gestão eficiente de recursos</strong></h3><p>Foi feita uma análise minuciosa do uso racional dos recursos financeiros e materiais, como medicamentos, insumos hospitalares e tecnologia. O hospital trabalhou com processos claros de gestão financeira e administrativa, otimizando a utilização de insumos e reduzindo desperdícios por meio de protocolos rígidos como o método FIFO (primeiro a entrar, primeiro a sair).</p><h3 class="wp-block-heading"><strong>2. Gestão estratégica de pessoas e humanização</strong></h3><p>O Hospital Padre Máximo investiu intensamente na qualificação contínua dos seus profissionais, valorizando o capital humano como elemento central da mudança. Foram estabelecidas ações constantes de capacitação, integração entre equipes, valorização e escuta ativa, além da criação de um Comitê de Experiência do Paciente em 2023.</p><p>“Trabalhamos muito com a equipe de gestão de pessoas e humanização, mostrando que o maior recurso que temos é humano, e por meio dele fazemos a diferença na saúde”, acrescentou Esla.</p><h3 class="wp-block-heading"><strong>3. Implementação de tecnologia avançada</strong></h3><p>O DRG Brasil foi implementado na instituição no fim de 2022, com o apoio da Planisa.&nbsp;</p><p>A tecnologia foi fundamental para alcançar uma gestão assistencial eficiente. Dentre as inovações, destacam-se:</p><ul><li><strong>Melhorias processuais:</strong>permitiu mapear causas de reinternações, eventos adversos, entender perfil assistencial e ajustar protocolos.<br></li><li><strong>Inteligência Artificial (IA):</strong> implantação de um sistema de monitoramento em tempo real da deterioração clínica dos pacientes, permitindo intervenções mais rápidas e assertivas.<br></li><li><strong>Colaboração clínica:</strong> uma médica exclusiva foi contratada para rever protocolos clínicos, otimizando internações e agilizando altas hospitalares.<br></li></ul><h3 class="wp-block-heading"><strong>Principais mudanças implantadas e resultados práticos</strong></h3><p>A partir dessas estratégias integradas, o hospital obteve resultados impressionantes em curto prazo, como:</p><ul><li>Redução significativa do tempo médio de permanência dos pacientes em diversas especialidades, ampliando a capacidade de giro dos leitos</li><li>Melhora expressiva na satisfação dos pacientes e familiares, graças à atuação do Comitê de Experiência do Paciente e às ações efetivas de humanização</li><li>Fortalecimento da segurança assistencial, reduzindo incidentes, complicações e reinternações</li><li>Visitas beira-leito com múltiplos focos</li><li>Reuniões matinais para gestão de leitos</li><li>Farmacêutico navegador</li><li>Daily Huddle e uso de IA para monitoramento clínico</li><li>Eficiência do uso de recursos com uma redução de 104,84% para 88,0%</li><li>Melhora no tempo de resposta à deterioração clínica</li></ul><p>“Não tivemos um aumento significativo de custos, pelo contrário, houve uma racionalização e eficiência na utilização dos recursos. Além disso, o feedback dos pacientes e familiares tem sido extremamente positivo”, pontuou Esla.</p><h2 class="wp-block-heading"><strong>Aprendizados e recomendações</strong></h2><p>A experiência do Hospital Padre Máximo evidencia um grande avanço na sustentabilidade a partir do uso do DRG Brasil e a importância de uma gestão estratégica orientada por dados, tecnologia integrada e forte engajamento das equipes.</p><p>Para o Hospital Padre Máximo, serão trabalhados os próximos passos para avançar nos resultados a implantação da gestão de custos por linha de cuidado, mensuração de desfechos clínicos e experiência do paciente, além de aprofundar o uso do DRG Brasil para a remuneração por valor.</p><p>Hospitais com perfis semelhantes podem aprender com esse case os seguintes pontos fundamentais:</p><ul><li><strong>Colocar o paciente no centro:</strong> todo o processo de melhoria deve focar na experiência e segurança do paciente.<br></li><li><strong>Investir em tecnologia e inovação:</strong> ferramentas como DRG e inteligência artificial são grandes aliadas na gestão eficiente.<br></li><li><strong>Valorizar e qualificar as equipes:</strong> a capacitação contínua e valorização do profissional são essenciais para a sustentabilidade das mudanças implementadas.<br></li></ul><p>A trajetória de transformação vivenciada pelo Hospital Padre Máximo demonstra claramente que é possível superar desafios financeiros e operacionais quando há um compromisso real com a inovação, tecnologia e humanização. A sinergia entre equipes e processos, aliada à eficiência operacional, resulta em benefícios concretos que vão além do financeiro, aprimorando a qualidade assistencial, com segurança, eficiência e foco no paciente.</p><p>Para instituições hospitalares interessadas em trilhar esse mesmo caminho, o exemplo do Hospital Padre Máximo reforça uma lição valiosa: “Mudar é possível, desde que haja clareza nos objetivos, planejamento estratégico e compromisso de todos em prol do paciente”, finalizou Esla.</p><p><strong>Deseja alcançar resultados semelhantes em sua instituição?<br></strong><a
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<item><title>Direcionamento assertivo: redução de custos e melhores desfechos na gestão de leitos na Unimed Campinas – Um case de sucesso</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/direcionamento-assertivo-reducao-de-custos-e-melhores-desfechos-na-gestao-de-leitos-na-unimed-campinas-um-case-de-sucesso/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=direcionamento-assertivo-reducao-de-custos-e-melhores-desfechos-na-gestao-de-leitos-na-unimed-campinas-um-case-de-sucesso</link>
<dc:creator><![CDATA[DRG Brasil]]></dc:creator>
<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 14:05:12 +0000</pubDate>
<category><![CDATA[Modelo Assistencial]]></category>
<category><![CDATA[casos reais]]></category>
<category><![CDATA[case de sucesso]]></category>
<category><![CDATA[modelos assistenciais]]></category>
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isPermaLink="false">https://www.drgbrasil.com.br/?p=32236</guid><description><![CDATA[<p>A busca constante por excelência na saúde No dinâmico cenário da saúde suplementar, a busca por excelência e eficiência operacional é uma constante. Operadoras de planos de saúde e instituições hospitalares enfrentam o desafio de oferecer serviços de alta qualidade, ao mesmo tempo em que controlam custos e garantem a satisfação dos beneficiários. Neste contexto, [&#8230;]</p><p>The post <a
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<content:encoded><![CDATA[<div
style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" class="sharethis-inline-share-buttons" ></div><h2 class="wp-block-heading">A busca constante por excelência na saúde</h2><p>No dinâmico cenário da saúde suplementar, a busca por excelência e eficiência operacional é uma constante. Operadoras de planos de saúde e instituições hospitalares enfrentam o desafio de oferecer serviços de alta qualidade, ao mesmo tempo em que controlam custos e garantem a satisfação dos beneficiários. Neste contexto, a Unimed Campinas, uma cooperativa com mais de 50 anos de história e uma ampla rede de atendimento, encontrou na plataforma Valor Saúde Brasil uma ferramenta poderosa para otimizar a gestão de leitos e transformar a experiência de seus pacientes. A experiência da Unimed Campinas é revelada em um estudo de caso detalhado que evidencia como o direcionamento assertivo de pacientes pode gerar resultados expressivos, como a redução de custos e a melhoria dos desfechos clínicos.</p><h2 class="wp-block-heading">O desafio inicial: superando obstáculos na gestão hospitalar</h2><p>Antes da implementação da plataforma, a Unimed Campinas enfrentava desafios comuns a muitas operadoras de saúde: a falta de padronização dos indicadores de qualidade, desperdício de recursos, dificuldades no monitoramento e ausência de um foco claro no valor gerado para os beneficiários. A escassez de uma visão integrada e analítica dificultava a tomada de decisões estratégicas e a otimização dos processos. A gestão de leitos, em particular, era um ponto crítico, com o potencial de impactar diretamente a qualidade dos serviços e os custos operacionais.</p><h2 class="wp-block-heading">A solução: plataforma Valor Saúde Brasil e a implementação do DRG Brasil</h2><p>A Unimed Campinas, buscando soluções inovadoras para aprimorar sua gestão, optou por implementar a plataforma Valor Saúde Brasil, em parceria com o Grupo IAG Saúde. A plataforma, com sua capacidade de análise de dados e monitoramento de indicadores, revelou-se um instrumento fundamental para a otimização da gestão hospitalar. A implementação da metodologia DRG (Diagnosis Related Groups) permitiu à Unimed Campinas classificar pacientes em grupos de diagnósticos semelhantes, analisar os custos associados a cada grupo e identificar oportunidades de melhoria.</p><p>A adoção do DRG Brasil foi um marco inicial, com a implementação do projeto em abril de 2021. Em julho de 2021, a codificação das altas hospitalares foi iniciada, e em setembro de 2023, a Unimed Campinas expandiu a utilização do sistema, incluindo a auditoria concorrente. O objetivo principal era melhorar a gestão hospitalar, otimizar o uso dos recursos financeiros e, acima de tudo, garantir que os resultados impactassem positivamente a qualidade de vida dos beneficiários.</p><h2 class="wp-block-heading">O estudo: direcionamento assertivo de atendimentos pré-hospitalares</h2><p>Após a implementação da plataforma e o acompanhamento dos indicadores hospitalares, a Unimed Campinas identificou uma oportunidade: direcionar os beneficiários de atendimentos pré-hospitalares para os hospitais com melhor performance. Essa iniciativa, baseada em dados e análises precisas, foi o ponto de partida para uma mudança significativa na gestão de leitos.</p><p>A primeira fase do estudo envolveu o mapeamento das transferências do serviço de urgência e emergência. Foi analisado o volume de pacientes que eram absorvidos pela rede própria da Unimed Campinas e aqueles que eram direcionados para outros hospitais. A análise revelou que 30% dos atendimentos pré-hospitalares eram direcionados para a rede própria. O perfil desses beneficiários também foi detalhado: 84% tinham mais de 59 anos, e os hospitais para onde eles eram direcionados apresentavam uma taxa de conversão (internação) de 82%.</p><p>Na segunda fase, foram avaliados os hospitais que mais recebiam atendimentos pré-hospitalares, suas taxas de conversão e os custos médios das internações. A análise dos dados permitiu identificar os hospitais com melhor performance, considerando critérios como tempo de permanência, custos e resultados clínicos. Comparando o Hospital A, que apresentava os melhores resultados, com outros hospitais, foi possível observar que o Hospital B tinha custos 7,5% maiores e o Hospital D, 35% maiores.</p><p>A plataforma Valor Sáude Brasil foi fundamental para avaliar a eficiência operacional dos hospitais, considerando a idade e o perfil da internação (clínico ou cirúrgico). A análise detalhada revelou ineficiências em alguns hospitais, especialmente em pacientes jovens com perfil clínico, pacientes acima de 59 anos e pacientes cirúrgicos acima de 59 anos.</p><h2 class="wp-block-heading">A implementação: alinhamento, protocolos e monitoramento</h2><p>Com base nas análises, a Unimed Campinas, na terceira fase, alinhou o projeto com os prestadores de serviços. Foram realizadas reuniões presenciais com os três hospitais com melhor performance, apresentando o projeto e definindo um cronograma de implementação. Foi estabelecido um protocolo para o serviço de urgência, definindo um novo direcionamento dos pacientes.</p><p>Na quarta fase, o projeto de gerenciamento de leitos foi lançado. Foram definidos indicadores-chave de desempenho (KPIs) para monitorar os resultados e garantir a efetividade da iniciativa. O monitoramento contínuo permitiu identificar áreas de melhoria e ajustar as estratégias conforme necessário.</p><p><strong>Os resultados: impacto positivo na redução de custos e melhoria dos desfechos</strong></p><p>Após dez meses de implementação do projeto, a Unimed Campinas realizou uma análise comparativa entre as internações direcionadas pelo serviço de urgência e as internações espontâneas. Os resultados foram expressivos: a cada 100 diárias de internação realizadas por meio de direcionamentos assertivos, os pacientes utilizavam, em média, 86 diárias. Isso representou uma redução de 14 dias de internação em comparação com os pacientes que buscaram os hospitais por demanda espontânea.</p><p>Ao longo do projeto, foram direcionados 783 beneficiários, dos quais 611 foram internados. A análise comparativa entre os direcionamentos assertivos e não assertivos revelou uma redução de custos de 37,62% nos direcionamentos assertivos. A economia gerada para a cooperativa foi de R$ 1.596.000,00.</p><h2 class="wp-block-heading">Perspectivas futuras: personalização e direcionamento por sintomas</h2><p>A Unimed Campinas não parou por aí. A cooperativa planeja evoluir ainda mais o projeto, trabalhando com direcionamentos por sintomas específicos. Em vez de apenas considerar o perfil clínico-cirúrgico e a faixa etária, a nova abordagem visa direcionar os pacientes com base em sua patologia específica. Por exemplo, um paciente com acidente vascular encefálico (AVC) seria direcionado para o hospital que oferece o melhor tratamento e os melhores resultados clínicos para essa condição. Essa personalização do atendimento visa otimizar ainda mais os desfechos clínicos e a experiência do paciente.</p><h2 class="wp-block-heading">Um modelo de sucesso para a gestão da saúde</h2><p>O case da Unimed Campinas demonstra, de forma clara e objetiva, como o direcionamento assertivo de pacientes pode gerar resultados significativos na gestão da saúde. A combinação da plataforma Valor Saúde Brasil, a análise de dados, o alinhamento com os prestadores e o monitoramento constante foram os pilares do sucesso.</p><p>Os resultados alcançados – redução do tempo de internação, menor exposição a eventos adversos, melhores desfechos clínicos e a otimização de custos – evidenciam o valor da estratégia para os beneficiários e para a operadora. A Unimed Campinas transformou a gestão de leitos, agregando eficiência, utilização e qualidade aos seus serviços.</p><h2 class="wp-block-heading">Recomendações e próximos passos</h2><p>Este estudo de caso serve como inspiração para outras operadoras de planos de saúde e instituições hospitalares que buscam aprimorar sua gestão. A implementação de soluções como a plataforma Valor Saúde Brasil e a adoção de estratégias de direcionamento assertivo podem gerar resultados similares, contribuindo para um sistema de saúde mais eficiente e focado no paciente.</p><p>Os próximos passos incluem:</p><ul><li>Investir em análise de dados: utilizar dados para identificar oportunidades de melhoria e embasar as decisões estratégicas.</li></ul><ul><li>Promover a colaboração: fortalecer a parceria com os prestadores de serviços, alinhando objetivos e compartilhando informações.</li></ul><ul><li>Monitorar e avaliar: acompanhar de perto os resultados e ajustar as estratégias conforme necessário.</li></ul><ul><li>Personalizar o atendimento: desenvolver abordagens mais personalizadas, considerando as necessidades específicas de cada paciente.</li></ul><ul><li>Buscar a inovação: explorar novas tecnologias e soluções para otimizar a gestão e melhorar a experiência do paciente.</li></ul><p>A experiência da Unimed Campinas é um exemplo inspirador de como a inovação, o foco no paciente e a gestão eficiente podem transformar a saúde. Ao adotar essa abordagem, as instituições de saúde podem garantir a sustentabilidade do sistema, melhorar a qualidade dos serviços e, acima de tudo, cuidar melhor de seus beneficiários.</p><p>The post <a
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<item><title>Modelos Assistenciais Indutores de Valor e Governança Clínica</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/modelos-assistenciais/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=modelos-assistenciais</link>
<dc:creator><![CDATA[DRG Brasil]]></dc:creator>
<pubDate>Fri, 04 Oct 2024 12:56:53 +0000</pubDate>
<category><![CDATA[Modelo Assistencial]]></category>
<category><![CDATA[modelos assistenciais]]></category>
<category><![CDATA[valor em saude]]></category>
<category><![CDATA[segurança do paciente]]></category>
<category><![CDATA[qualidade assistencial]]></category>
<category><![CDATA[qualidade do cuidado em saúde]]></category>
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isPermaLink="false">https://www.drgbrasil.com.br/?p=32077</guid><description><![CDATA[<p>Introdução Modelos assistenciais, ou modelo centrado no paciente, são as premissas para melhorar o valor em saúde. Ou seja,&#160; para reduzir a carga dos cuidados de saúde sobre cidadãos e governos, o planejamento de sistemas de saúde deve focar nos resultados significativos aos pacientes. O conceito de “saúde baseada em valor” (Value-Based Health Care &#8211; [&#8230;]</p><p>The post <a
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<content:encoded><![CDATA[<div
style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" class="sharethis-inline-share-buttons" ></div><h2 class="wp-block-heading">Introdução</h2><p><strong>Modelos assistenciais</strong>, ou modelo centrado no paciente, são as premissas para melhorar o<a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/modelos-assistenciais-e-remuneratorios-que-de-fato-entregam-valor-em-saude/"> valor em saúde</a>.</p><p>Ou seja,&nbsp; para reduzir a carga dos cuidados de saúde sobre cidadãos e governos, o planejamento de sistemas de saúde deve focar nos resultados significativos aos pacientes.</p><p>O conceito de “saúde baseada em valor” (Value-Based Health Care &#8211; VBHC) refere-se à medição dos desfechos que realmente importam para os pacientes em relação aos custos envolvidos.&nbsp;</p><p>Segundo Michael Porter, valor é o único objetivo que pode unir os interesses de todos os participantes do sistema de saúde.&nbsp;</p><p>Tem-se, então, que para alcançar esses <strong>modelos de saúde</strong> centrados no paciente, Porter e Lee propõem seis conceitos-chave. São eles:</p><ol><li><strong>Organizar os cuidados em torno de condições de saúde específicas;</strong></li><li><strong>Medir resultados e custos por paciente;</strong></li><li><strong>Alinhar a remuneração com a entrega de valor;</strong></li><li><strong>Integrar o ciclo completo de atendimento;</strong></li><li><strong>Expandir a capacidade de entrega de cuidados através de afiliações;</strong></li><li><strong>Promover o uso da tecnologia da informação na estruturação dos cuidados e medição de resultados.</strong></li></ol><h2 class="wp-block-heading">O que são Modelos Assistenciais?</h2><p><strong>Modelos assistenciais</strong>, também conhecidos como “modos de produzir saúde” ou “modelos de atenção”, são atrelados diretamente à governança clínica.&nbsp;</p><p>Ou seja, referem-se à forma como as ações de atenção à saúde são organizadas em uma sociedade.&nbsp;</p><p>Portanto, os <strong>modelos de saúde </strong>envolvem a combinação de diferentes tecnologias e práticas assistenciais com o objetivo de intervir em problemas e necessidades sociais de saúde, organizando os serviços de acordo com o perfil epidemiológico da população e investigando danos e riscos à saúde.&nbsp;</p><p>Esses <strong>modelos assistenciais</strong> evoluem ao longo do tempo em resposta às mudanças sociais e econômicas​.</p><h3 class="wp-block-heading">Evolução dos Modelos Assistenciais no Brasil</h3><p>Os <strong>modelos assistenciais</strong> no Brasil evoluíram através de diferentes fases, focando na <strong>promoção da saúde</strong>:</p><ol><li><strong>Sanitarismo Campanhista</strong> (início do século 20): Focado na <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/modelos-preditivos-na-saude/"><strong>prevenção</strong></a><strong> de doenças</strong> através de campanhas de vacinação e intervenções sanitárias, principalmente voltadas para o controle de doenças que poderiam impactar a economia agroexportadora.</li><li><strong>Assistência Médica Previdenciária Privatista</strong> (1933-1966): Baseada em um <strong>modelo assistencial</strong> curativo com ênfase na assistência médica para trabalhadores formalmente empregados, financiada por institutos de previdência.</li><li><strong>Medicina Comunitária</strong> (década de 1960): Introduziu a regionalização e hierarquização dos serviços, participação comunitária e a inclusão de novas categorias profissionais na assistência.</li><li><strong>Reforma Sanitária</strong> (década de 1970-1980): Definiu a saúde como um direito do cidadão e um dever do Estado, levando à criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988, com um enfoque em atenção primária à saúde para todos.</li><li><strong>Anos 2000</strong>: o Ministério da Saúde lançou diversos programas e políticas focadas em ciclos de vida, gestão clínica e linhas de cuidado para fortalecer a Atenção Básica no Brasil.&nbsp;</li></ol><p>Em 2005, a Organização Pan-Americana da Saúde, com significativa contribuição brasileira, promoveu a renovação da Atenção Primária em Saúde nas Américas.&nbsp;</p><p>O desafio atual é alcançar ganhos de saúde sustentáveis para todos, o que requer uma coalizão entre todas as partes interessadas e a escolha de<strong> modelos assistenciais</strong> baseados na identificação e análise dos problemas de saúde da população.&nbsp;</p><p>Nesse contexto, os princípios da Cadeia de Valor da Prestação do Cuidado são essenciais na <strong>promoção da saúde</strong>.</p><h2 class="wp-block-heading">Cadeia de Valor da Prestação do Cuidado e Linhas de Cuidado</h2><p>A Cadeia de Valor da Prestação do Cuidado (CVPC) é um conceito fundamental para entender como melhorar a eficácia dos cuidados e<strong> promoção da saúde</strong>.&nbsp;</p><p>A CVPC mapeia todas as atividades envolvidas no ciclo completo de atendimento de uma condição de saúde, desde a <strong>prevenção de doenças</strong> até o tratamento e a reabilitação, com o objetivo de maximizar o valor para o paciente.&nbsp;</p><p>A estrutura da CVPC deve considerar como cada atividade é melhor executada, os recursos necessários, e como integrar as atividades de maneira que o valor seja continuamente aumentado para o paciente​.&nbsp;</p><p>Isso inclui a coordenação entre diferentes serviços de saúde, o envolvimento do paciente e a medição de resultados e fatores de risco.&nbsp;</p><p>A CVPC oferece uma nova perspectiva para avaliar programas de cuidados globais em saúde, enfatizando a necessidade de integrar cuidados clínicos e sociais para aumentar o valor do cuidado.&nbsp;</p><p>Como nenhum prestador de saúde consegue oferecer sozinho o ciclo completo de cuidados, é essencial a colaboração entre reguladores, gestores e a rede de assistência para conceber a CVPC adequada a diferentes condições de saúde ou populações específicas.</p><h3 class="wp-block-heading">Estruturação de Modelos Assistenciais Baseados em Valor e Governança Clínica</h3><p>Porter e Teisberg introduziram o conceito de Unidades de Prática Integrada (Integrated Practice Units &#8211; IPUs.</p><p>Ou seja, as IPUs são <strong>modelos assistenciais</strong> organizados em torno do paciente e compostas por <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/produtividade/">equipes multidisciplinares</a> para atender às suas necessidades.&nbsp;</p><p>Além disso, as IPUs oferecem o ciclo completo de cuidados para uma condição de saúde específica, incluindo educação, engajamento, acompanhamento, cuidados para pacientes internados e ambulatoriais, reabilitação e serviços de apoio, como nutrição e serviço social.</p><p>Com isso, as linhas de cuidado são um instrumento objetivo para elaborar a dimensão das atividades primárias da CVPC.&nbsp;</p><p>Organizam-se e coordenam-se, portanto, diferentes serviços e profissionais em torno das necessidades de um paciente ou condição de saúde específica.&nbsp;</p><p>Ou seja, em vez de tratar problemas de saúde de forma isolada, as linhas de cuidado promovem uma abordagem contínua e integrada centrada no paciente.&nbsp;</p><p>Por exemplo, a linha de cuidado para a jornada do idoso no sistema de saúde enfatiza a importância de uma abordagem personalizada e integral, abrangendo desde a <strong>promoção da saúde </strong>até cuidados paliativos​.</p><p>Para medir o valor entregue ao paciente em <strong>modelos assistenciais</strong> centrados no paciente, nasce o Consórcio Internacional para Medição de Resultados de Saúde (ICHOM).</p><p>O ICHOM foi llançado em 2012 por Michael Porter, Stefan Larsson e Martin Ingvar, que desenvolveu padrões globais para medir resultados de saúde que são relevantes tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde.&nbsp;</p><p>Esses padrões, criados por um consórcio de especialistas e representantes de pacientes de vários países, fornecem resultados padronizados, ferramentas de medição e critérios para ajuste de risco para condições de saúde específicas.&nbsp;</p><p>Os resultados são avaliados em quatro dimensões principais: sobrevida, morbidade, satisfação do paciente com os cuidados recebidos e medidas de resultados relatados pelo paciente (PROMs).</p><p>Em 2024, vinte instituições de saúde brasileiras começaram a implementar padrões globais de medição de resultados desenvolvidos pelo ICHOM, marcando um avanço na <strong>governança clínica </strong>orientada por valor no Brasil.&nbsp;</p><p>Neste cenário, facilitada pela Plataforma Valor Saúde Brasil by <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/beneficios-do-drg/">DRG Brasil</a> + IA, essa implementação envolve o alinhamento com a gestão sênior, a seleção de indicadores apropriados, a análise de lacunas de dados e o uso de tecnologias para coletar resultados reportados pelos pacientes.&nbsp;</p><p>Esses esforços, além de melhorar o <strong>modelo de saúde</strong>, visam oferecer a qualidade do cuidado ao paciente e promover uma cultura de excelência baseada em evidência.</p><h2 class="wp-block-heading">Estratégias para a Transformação dos Modelos Assistenciais</h2><p>Transformar os<strong> modelos assistenciais</strong> para a entrega de <strong>valor em saúde </strong>requer estratégias focadas na governança clínica e na utilização de plataformas analíticas.&nbsp;</p><p>Ferramentas como a Cadeia de Valor da Prestação do Cuidado permitem avaliar programas de cuidados globais sob uma nova perspectiva, promovendo a integração dos cuidados e aumentando o valor entregue ao paciente.&nbsp;</p><p>Além disso, é necessário estabelecer parcerias entre os diversos níveis de atenção à saúde, utilizando tecnologia da informação para apoiar a coordenação e a continuidade do cuidado​.</p><p><strong>Acesse </strong><a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/valor-em-saude-2/"><strong>aqui </strong></a><strong>o artigo sobre as métricas mais utilizadas para implementar um sistema de saúde baseado em valor em saúde.</strong></p><h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2><p>O desafio de reestruturar os sistemas de saúde para entrega de valor é grande, mas essencial para garantir que os cuidados sejam centrados no paciente e orientados para resultados.&nbsp;</p><p><strong>Modelos assistenciais indutores de valor</strong>, como as linhas de cuidado integradas são fundamentais para promover a qualidade, eficiência e a continuidade do atendimento.&nbsp;</p><p>Ao adotar essas estratégias, é possível avançar para um sistema de saúde mais equitativo, eficiente e sustentável, que realmente responde às necessidades e expectativas dos pacientes.</p><p>O que você achou deste artigo? Compartilhe com quem possa interessar e saiba como a governança clínica baseada em valor <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/governanca-clinica-eficiencia-qualidade-no-sistema-de-saude/">pode proporcionar mais qualidade e segurança ao paciente</a>.</p><hr
class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/><p><a
href="https://www.freepik.com/free-photo/covid-recovery-center-female-doctor-holding-older-patient-s-hands_12367950.htm#fromView=search&amp;page=2&amp;position=14&amp;uuid=075775c7-62ee-41c0-9512-76bf6a492186"><strong><em>Imagem: freepik by freepik</em></strong></a></p><p>The post <a
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