Modelo Assistencial

Desfecho clínico de qualidade não é vantajoso só para o paciente

DRG Brasil
Postado em 6 de novembro de 2020 - Atualizado em 13 de maio de 2024

O desfecho clínico consiste em resultados da assistência. Eles podem ser desejados ou indesejados, definitivos ou intermediários. De toda forma, mostram o impacto da doença na vida do paciente. Portanto, seu objetivo principal deve ser entregar valor.

Por esse motivo, acompanhar os desfechos clínicos tem relação direta com o cuidado baseado em valor. Com as informações sobre o paciente, é possível direcionar e realizar o melhor tratamento para as suas condições, evitando desperdícios e aumentando a eficiência.

Em outras palavras, o desperdício diminui e se obtém o melhor desfecho clínico possível. Nesse processo, o paciente é beneficiado, mas também todos os participantes do sistema de saúde, como operadoras, hospitais e equipes multidisciplinares.

Como isso acontece e de que forma a tecnologia pode ajudar? Vamos explicar melhor neste artigo. Confira!

Por que o desfecho clínico é vantajoso para todas as partes?

O foco do value-based health care (VBHC) é a efetiva entrega de valor. Este é medido pelo desfecho relevante ao paciente dividido pelos custos para alcançar esse objetivo.

Por essa fórmula, fica claro que o desfecho clínico é interessante para todas as partes. Para o paciente, é a oportunidade de receber um atendimento de qualidade, focado em suas necessidades e que traz os melhores resultados.

Para a operadora de saúde, consiste em um modelo remuneratório mais justo e sustentável. Para os hospitais, representa a chance de reduzir desperdícios, ter menores índices de reinternação e otimizar o uso dos leitos hospitalares.

Por fim, para os médicos, é a chance de oferecer um atendimento direcionado, capaz de reduzir os riscos assistenciais e melhorar os resultados alcançados nos desfechos clínicos.

Como a inteligência artificial está relacionada com o desfecho clínico?

O desfecho clínico deve ser aprimorado com a ajuda da tecnologia. A inteligência artificial (IA) é capaz de coletar e ajudar a interpretação das informações de saúde do paciente, que ajudarão a tomar decisões assertivas para o tratamento.

Ao contar com uma plataforma de valor em saúde com IA, você consegue responder ao seguinte questionamento: quais são as complicações mais frequentes com determinado risco? Portanto, o foco considera a condição de risco primária, em vez do ambiente em que o paciente está inserido.

Por exemplo, é o caso de mensurar o risco de queda de um paciente. De 1.000 deles que foram internados no último mês, a IA prevê que a chance do evento acontecer seria de 1 em 1.000, por exemplo. Mas se 10 apresentarem queda, fica claro que houve um problema.

Nesse caso, a plataforma é capaz de identificar os pacientes com maior risco de queda. Assim, toda a equipe é capaz de fortalecer o atendimento para diminuir a chance do evento ocorrer.

Desse modo, a IA mensura qual é a chance de um evento adverso ocorrer, com base na biologia do paciente. Para isso, são usadas suas características e é efetivado um conjunto de processos de trabalho. Dentro desse conceito, é preciso conhecer dois aspectos, que listamos abaixo.

Categorias de risco

O desfecho clínico indesejável pode ocorrer devido a duas categorias de risco. Elas são:

  • intrínseco: está relacionado à condição de saúde do paciente, como um problema cardíaco que leva a uma complicação e até à morte em uma cirurgia;
  • extrínseco: são riscos que vêm de fora. Eles são divididos em:
    • procedimentos invasivos realizados no paciente para tratá-lo, como uma punção no tórax;
    • qualidade do trabalho, por exemplo, quando um médico sem especialidade em cirurgia neurológica faz um procedimento desse tipo.

Qualidade do trabalho

Como visto, a qualidade do trabalho também está relacionada aos riscos e, portanto, ao desfecho clínico. Ela é a parte modificável, porque não depende de uma pessoa, mas sim da complexidade.

Por exemplo, em uma cirurgia neurológica, cerca de 10 pessoas estão envolvidas antes e depois do procedimento. Se houver algum desalinhamento no processo, a qualidade do trabalho cai. É o caso da troca de medicamentos, eliminação de fragmentos de órgãos ou tecidos, etc.

Aqui, ainda é importante destacar que a complexidade varia de acordo com o paciente. Se o risco intrínseco aumentar, maior deve ser a qualidade do trabalho para evitar desfechos clínicos indesejados.

O que a plataforma de inteligência artificial pode fazer na prática?

coração em vermelho em fundo branco feito com números binários representando como a inteligência artificial ajuda no desfecho clínico

A grande vantagem da IA é fornecer alertas em tempo real no aplicativo. Assim, a equipe assistencial consegue agir na hora para evitar desfechos clínicos indesejados.

Por exemplo, no momento da internação, as informações básicas do paciente são registradas, como sexo, idade, número da Classificação Internacional de Doenças (CID) principal e secundário, e procedimentos já realizados.

A partir dessas combinações, a plataforma de valor em saúde com IA define qual o percentual de riscos daquele paciente e o checklist para preveni-los. Com as informações, fica mais fácil definir os critérios para as linhas de cuidados.

Como resultado, o hospital passa a ser visto em sua amplitude. É possível ver os pacientes com riscos nos desfechos clínicos e tomar decisões assertivas.

Isso favorece o bom gerenciamento hospitalar, ao mesmo tempo que permite ao médico cuidar de forma mais adequada do seu paciente. Afinal, os riscos são selecionados por sua frequência e seu impacto na segurança do paciente, sendo determinados pelos desfechos de óbito ou sequela irreversível trágica, que altere o rumo de vida.

Ainda existem outros detalhes a considerar. Veja!

Levantamento dos riscos

A partir da análise do histórico do paciente, a IA faz combinações numéricas que determina o risco de óbito e outras sequelas nos pacientes. Assim, determina a posição do indivíduo no grau de risco de determinado evento.

Todas as pessoas dentro do hospital terão acesso às informações e pode utilizá-las de acordo com a sua necessidade. Por exemplo, o chefe da enfermagem vê a situação geral do hospital para verificar a necessidade de insumos ou colaboradores.

Por outro lado, o médico vê os detalhes do paciente e segue o checklist de ações recomendado pela plataforma para reduzir os riscos. Por isso, a IA funciona como um localizador dos pacientes de alto risco.

Ao detectar essas informações, comunica o risco para a equipe e mostra o que deve ser feito. Portanto, é apresentado um ciclo completo, que individualiza o cuidado com o paciente, mas integra a equipe multidisciplinar em torno do problema.

Metodologias dos modelos de previsão com a IA

O modelo preditivo tem o objetivo de garantir a segurança do paciente e evitar sequelas, sofrimento e morte. A IA identifica os pacientes de alto risco de óbito, as condições adquiridas graves e a readmissão em 30 dias por complicações e recaídas. Assim, é possível adotar as medidas preventivas necessárias.

Assim, fica claro que a inteligência artificial é positiva para o atendimento à saúde. Ela impacta o desfecho clínico e garante melhor qualidade do trabalho com redução dos riscos ao paciente. Com uma plataforma de valor em saúde, é possível chegar aos melhores resultados para todas as partes envolvidas.

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