Modelo Assistencial

Fhemig usa DRG Brasil para melhorar a eficiência e a segurança assistencial dos hospitais que gerencia 

DRG Brasil
Postado em 2 de fevereiro de 2024 - Atualizado em 19 de fevereiro de 2024

A Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) é uma das maiores gestoras de hospitais públicos do Brasil, com 20 unidades assistenciais, e 10 hospitais utilizam o DRG da plataforma Valor Saúde Brasil by DRG Brasil + Inteligência Artificial como metodologia de avaliação. 

Com a plataforma Valor Saúde Brasil by DRG Brasil + Inteligência Artificial, a Fhemig conseguiu melhorar o giro de leitos dos hospitais que usam o DRG e obteve melhores resultados de segurança assistencial. 

A experiência da Fhemig com uso da metodologia DRG no SUS foi tão exitosa que serviu como base para a implantação do Projeto Otimiza SUS, pelo governo de Minas Gerais, que tem por finalidade prover o incentivo financeiro e otimizar os gastos públicos com a assistência em saúde. 

Veja mais detalhes desta história no case de sucesso apresentado pela Bárbara Ribeiro Martins, Assessora Técnica do DRG na Fhemig, na Jornada Valor em Saúde 2022. 

Como se deu a implantação da plataforma Valor Saúde Brasil na Fhemig?

Entre os anos de 2018 e 2019, foram realizadas ações iniciais, como o estudo de viabilidade, concepção do projeto e assinatura do contrato. Já no biênio 2019/2020 ocorreu a implantação do projeto com o trabalho dos Analistas de Informação em Saúde, que deram início ao processo de codificação.

De 2020 a 2021, houve a consolidação da metodologia DRG na instituição, que passou a ter quase 100% das altas codificadas, o que garantiu a cadeia de informações pelo DRG e a avaliação de desempenho pela metodologia. Entre 2021 e 2022, se deu a ampliação e o aprimoramento do DRG em outras áreas da qualidade assistencial e a estratégia de multiplicação.

Projeto OtimizaSUS

O uso do DRG na Fhemig é marcado pelo seu caráter inovador e por ter possibilitado uma mudança de paradigma no planejamento, na gestão e na avaliação do desempenho institucional. A avaliação dos hospitais deixou de ser feita pela série histórica para ser feita a partir da metodologia DRG. 

A experiência da Fhemig com o DRG foi extremamente exitosa e serviu como orientadora das diretrizes técnicas do Projeto OtimizaSUS, da Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Minas Gerais. 

Subordinado ao Valora Minas, o Projeto Otimiza SUS, tem por finalidade prover o incentivo financeiro e otimizar os gastos públicos com a assistência em saúde e é dividido em dois eixos de atuação: 

O primeiro eixo, que é o uso da Metodologia de Grupos de Diagnósticos Relacionados (DRG), prevê maior eficiência dos recursos, menor tempo de internação, menos desperdícios e um melhor controle de gestão. Nele, estão contempladas as seguintes iniciativas: 

  • Aquisição da licença do Sistema Agrupador da Metodologia de Grupos de Diagnósticos Relacionados
  • Aquisição, manutenção e gerenciamento de Sistema de Banco de Dados
  • Aquisição e manutenção do serviço de codificação

Em caso de não consumo integral dos recursos nos itens anteriores, os valores poderão ser utilizados com outras despesas relacionadas à Metodologia de Grupos de Diagnósticos relacionados (como cursos e treinamentos, por exemplo).

Já o segundo eixo, está relacionado ao Subsídio ao Programa Nacional de Gestão de Custos (PNGC), que conta com: 

  • Capacitação e consultoria sobre centros de custos
  • Aquisição de softwares para gestão de centros de custos
  • Manutenção de computadores
  • Profissional para viabilizar o projeto

Este projeto contempla 145 hospitais mineiros em três ondas:

  • 1ª onda: 48 hospitais macrorregionais e com relevância estadual e incentivo de R$ 74 milhões
  • 2ª onda: 55 hospitais microrregionais com incentivo previsto de R$ 43 milhões
  • 3ª onda: 42 hospitais microrregionais com incentivo previsto de R$ 46 milhões

Modelos assistencial e remuneratório

O modelo assistencial e remuneratório utilizado pela Fhemig tem como base a avaliação de desempenho pelo DRG. Como a instituição tem acesso ao perfil assistencial atendido nos 10 hospitais que utilizam a metodologia DRG, é possível traçar metas e avaliar diferentes indicadores.

Entre os indicadores avaliados pela instituição, o uso eficiente do leito hospitalar é um dos mais importantes, uma vez que possibilita a otimização de recursos públicos e a ampliação do acesso ao SUS. A segurança assistencial também destaca-se como um indicador relevante, pois permite a avaliação dos principais desfechos clínicos a partir da complexidade assistencial. 

Os resultados alcançados nesse processo impactam diretamente na remuneração dos servidores da Fhemig.

Processos de implantação e consolidação do DRG 

Para avaliar o desempenho dos hospitais e da própria instituição, alguns processos foram implementados, padronizados e consolidados na Fhemig. Veja abaixo a relação de atividades desenvolvidas:

  • Processos para estruturação do banco de dados: codificação das altas; assessoria de codificação; e auditoria de codificação.
  • Processos de gestão hospitalar: uso do DRG pelos hospitais e auditoria do desempenho hospitalar.
  • Políticas e diretrizes: uso do DRG pela alta direção da Fhemig.

Resultados alcançados com o uso da metodologia DRG

De acordo com os dados gerados pela plataforma Valor Saúde Brasil by DRG Brasil + Inteligência Artificial, o maior desperdício da Fhemig era na permanência hospitalar, com 426 mil diárias excedentes, o que revelou uma oportunidade em relação à otimização dos leitos.

Nesse cenário, a instituição montou um cronograma de metas dos indicadores do DRG por ciclo de avaliação, a fim de mensurar o desempenho institucional e dos hospitais em três indicadores:

  • Média de permanência hospitalar
  • Taxa de eficientização do uso do leito
  • Taxa de eficientização do uso do leito por DRG/MDC

Com essa estratégia, o conjunto de hospitais da Fhemig passou de uma ineficiência de 91% para 62% no uso do leito, entre janeiro de 2020 e julho de 2022. 

No mesmo período, o Complexo Hospitalar de Urgência e Emergência passou de uma ineficiência de 113% para 54% no uso do leito. Vale ressaltar que, no 4º trimestre de 2021, o Complexo Hospitalar de Urgência e Emergência atingiu uma taxa de ineficiência de 2,91%. 

Já no Hospital Infantil João Paulo II, a ineficiência passou de 183% para 43%, considerando o mesmo indicador e o mesmo período.

Em relação à segurança assistencial, houve um aumento nos diagnósticos de eventos adversos, quando comparadas as notificações realizadas pelos profissionais de forma espontânea e as notificações do DRG. As notificações de incidentes cresceram 555,90%, enquanto as notificações de eventos graves aumentaram 12.017,65%.

A Fhemig possui um grupo de pesquisa para produção de artigos científicos e disseminação de conhecimentos e o a artigo “A implementação da metodologia DRG na Fundação do Estado de Minas Gerais” foi premiado com o Prêmio Walter Mendes em 1ª lugar na categoria pesquisa científica  no II Congresso da Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente  (SOBRASP). 

Assim como a Fhemig, instituições de todo o Brasil estão alcançando resultados positivos com o apoio da plataforma Valor Saúde Brasil powered by DRG Brasil + Inteligência Artificial. Confira depoimentos de alguns deles:

Se você quiser saber mais sobre a ferramenta, fale com um dos nossos especialistas!


Crédito/imagem: Drazen Zigic by iStock

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