Gestão da Qualidade

Mapa de Processos na Saúde: saiba como aplicar em sua organização

DRG Brasil
Postado em 5 de novembro de 2021 - Atualizado em 19 de novembro de 2021

A gestão da qualidade depende de um conjunto de ações coordenadas. Na saúde, principal objetivo é alcançar a excelência no ambiente clínico e hospitalar, bem como melhorar a experiência de cada paciente atendido, contribuindo para um gerenciamento completo. Para isso, é fundamental utilizar métodos eficientes, como o Mapa de Processos, módulo da plataforma de Gestão da Qualidade na Saúde — SigQuali.

Neste artigo, vamos explicar o que é essa metodologia, por que ela é importante e qual é a sua relação com a entrega de qualidade. Além disso, apresentaremos formas de colocá-la em prática e como o SigQuali, uma ferramenta desenvolvida especialmente para esse fim, ajuda a gerenciar os processos de uma instituição. Boa leitura!

O conceito de Mapa de Processos na Saúde

O módulo, como o próprio nome sugere, consiste em mapear como os processos ocorrem na organização. Ele pode ter diferentes objetivos e se referir a vários níveis, tornando-se uma potente ferramenta para identificar aspectos importantes, como:

  • etapas que agregam ou não valor no dia a dia de uma organização;
  • saídas essenciais de cada etapa (produto ou serviço em andamento);
  • entradas/parâmetros mais importantes;
  • principais requisitos das saídas/entregas.

A importância do mapeamento de processos em saúde

Em qualquer tipo de negócio, a obtenção de um produto ou serviço é composta por várias etapas com entradas e saídas. Na área da saúde, isso não é diferente — e a falta de uma documentação para registrar e organizar todas as informações envolvidas pode ocasionar erros e falhas.

Nesse sentido, o mapeamento de processos é de extrema importância para a padronização do trabalho e o aumento do controle sobre o trabalho. Além disso, ele proporciona uma visualização ampla do ciclo de funcionamento da organização, de maneira simples e objetiva.

Com isso, é possível analisar o conjunto de processos e identificar os seus pontos críticos. Isso possibilita a melhoria contínua, promovendo aumento de qualidade, eficiência e competitividade da empresa no mercado.

A relação entre o Mapa de Processos e a entrega de qualidade

A entrega de valor em saúde exige uma atuação colaborativa em prol dos cuidados centrados nos pacientes. Para tanto, é essencial que as empresas esquematizem os seus processos com base nessa perspectiva.

Dessa forma, é possível obter engajamento alinhado aos objetivos da organização. Quando aplicado à área da saúde, os principais benefícios que o mapeamento proporciona são:

  • otimização da jornada do paciente;
  • melhor interação entre os fornecedores e clientes da organização;
  • aprimoramento da gestão empresarial como um todo
  • aumento da produtividade dos colaboradores;
  • contribuição para as melhorias no ambiente organizacional;
  • maior controle, rastreabilidade e gestão dos cuidados com o paciente;
  • maior segurança na gestão dos cuidados em saúde;
  • melhoria na gestão dos recursos financeiros;
  • otimização do tempo das atividades;
  • mais qualidade nos serviços de assistência ao paciente;
  • redução dos custos operacionais e assistenciais;
  • estruturação no atendimento aos requisitos das partes interessadas com os documentos e registros, alinhando indicadores e documentações estratégicas.

O uso da SIPOC como ferramenta eficiente para mapear os processos

Para fazer um projeto de melhoria voltado à solução de problemas, um recurso que auxilia muito o direcionamento de um projeto é o diagrama SIPOC, representação utilizada como referência no SigQuali. Ele é um formulário que ajuda a definir um processo antes de ele ser mapeado, mensurado e melhorado.

O acrônimo SIPOC representa, em inglês, os termos:

  • Suppliers (fornecedores do processo) — aqueles que fornecem os recursos necessários;
  • Inputs (entradas) — recursos e informações que afetam o processo, interferindo na realização da atividade;
  • Process (etapas) — principais atividades do processo;
  • Outputs (saídas) — entregas ou resultados de cada etapa do processo;
  • Clients (clientes) — pessoa que recebe a saída de cada etapa do processo (paciente).

Esse instrumento permite reunir as informações necessárias para demonstrar claramente quais são as entradas e saídas de um processo, assim como o seu início e término, sequência de atividades, responsáveis e clientes, por exemplo.

Os 6 passos para aplicação do Mapa de Processos nas organizações de saúde

O mapeamento de todas as etapas é muito semelhante ao ciclo PDCA (Planejar, Fazer, Controlar e Ajustar) aplicado em programas de gestão da qualidade e, como tal, necessita do envolvimento de todos os setores da organização. Veja a seguir o passo a passo para a sua aplicação.

1. Identifique os processos que precisam ser mapeados

Nesse ponto, é possível utilizar a Matriz de Priorização de GUT, uma ferramenta que auxilia na tomada de decisão, priorizando a resolução de problemas com base nos critérios de gravidade, urgência e tendência.

2. Monte o mapa do processo

Após definir o processo a ser mapeado, selecione os elementos que o compõem, organizando-os em ordem sequencial e lógica. Eles devem incluir:

  • fornecedores — que geram a entrada do processo;
  • entradas do processo — que iniciam o processo;
  • componentes do processo — etapas, saídas (resultado após a realização das ações do processo);
  • clientes do processo — pessoas que recebem uma entrada e atuam para gerar a saída do processo.

3. Revise o mapa montado e valide-o

Depois da elaboração do mapa, é preciso conferir se o que foi registrado é o que ocorre de fato. Nessa etapa, é fundamental envolver as pessoas que atuam diretamente nesses processos, para valorizar a experiência e o conhecimento.

4. Analise o mapa validado para retificações necessárias

O mapa validado proporciona uma rápida identificação de aspectos que podem ser corrigidos, como:

  • ações que resultam em produtos defeituosos ou desserviços;
  • processos que impactam de maneira negativa a jornada do paciente;
  • desperdícios;
  • gargalos nos procedimentos;
  • pontos críticos que podem ser melhorados e agregar mais valor na entrega ao paciente;
  • estágios que geram filas no atendimento
  • problemas diversos que dificultam o andamento das atividades do setor.

5. Comunique, conscientize e treine

Após a remodelação das etapas, é possível visualizar um novo fluxo de trabalho. É nessa etapa que ocorre o cumprimento de tudo o que foi mapeado. Aqui, é importante não só apresentar as melhorias, como também sensibilizar todos os envolvidos para realizar mudanças. Com isso em mente, é fundamental oferecer treinamentos à equipes para aplicação das alterações planejadas.

6. Monitore os resultados e aplique a melhoria contínua

Essa etapa exige acompanhamento constante dos resultados dos processos implementados, a fim de obter indicadores de performance e verificar se houve melhorias de fato. O monitoramento é fundamental para identificar erros e acertos, permitindo ajustes e remodelamentos.

As contribuições de uma ferramenta de Gestão da Qualidade na Saúde

Contar com uma ferramenta de Gestão da Qualidade na Saúde é a melhor solução para organizações do setor que desejam otimizar seus processos, melhorar a jornada do paciente e reduzir custos.

O SigQuali é um excelente exemplo nesse sentido. A plataforma de gestão da informação faz a integração de ferramentas aplicáveis a qualquer metodologia de gestão da qualidade, como ISO 9001, ISO 31000, ONA e Acreditação de Operadoras da ANS e Normas Internacionais.

O sistema alinhado à entrega de valor contempla, ainda, ainda, com uma consultoria altamente especializada em desenvolver mapas de processos perfeitos — os chamados Super Consultores do Grupo IAG Saúde. A seguir, veja algumas das principais vantagens que o suporte oferece:

  • consultoria técnica presencial e à distância;
  • acesso via Web, com certificação de Segurança da Informação ISO 27001;
  • integração das ferramentas aplicáveis a qualquer tipo de metodologia de Gestão da Qualidade;
  • capacitação constante dos colaboradores do cliente nas ferramentas de Gestão da Qualidade e demais módulos do SigQuali;
  • suporte personalizado por uma equipe de especialistas no setor saúde;
  • usabilidade — acessível a qualquer nível de formação dos profissionais da área da saúde;
  • uso simultâneo de número ilimitado de usuários por licença adquirida.

Como observamos, o Mapa de Processos é uma ferramenta eficiente que ajuda a identificar gargalos que impactam diretamente a qualidade dos serviços prestados. Para aplicá-lo e obter excelentes resultados, é importante contar com um suporte especializado, como o SigQuali.

Gostou de saber mais sobre o Mapa de Processo na Saúde? Aproveite para saber mais sobre o software de gestão da qualidade para organizações de saúde e veja como ele pode ajudar a sua empresa a se diferenciar no mercado!


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