Modelo Assistencial

Eficiência do uso do leito e inteligência artificial: a entrega de valor em hospitais

DRG Brasil
Postado em 2 de fevereiro de 2023

O uso da inteligência artificial na saúde já é uma realidade, e, agora, pode aumentar a eficiência na gestão e no uso de leitos. Essa é uma das rotinas mais importantes para centros de atendimento, pois impacta diretamente na experiência e na recuperação do paciente.

Assim, ter uma plataforma e recursos inteligentes pode não apenas agilizar o processo, como reduzir custos e otimizar diagnósticos.

Entenda como a inteligência artificial pode auxiliar no aumento da eficiência dos hospitais e confira exemplos de sucesso dessa aplicação.

A importância da eficiência do uso do leito hospitalar

Alcançar bons níveis de eficiência no gerenciamento de leitos hospitalares é fundamental para que a instituição tenha uma maior sustentabilidade econômica e operacional.

Um processo de atendimento, internação e acompanhamento adequado permite que o paciente se recupere mais rapidamente, reduzindo as chances de readmissão, além de garantir a melhoria contínua no serviço oferecido.

Com isso, o hospital também pode diminuir os gastos com a manutenção da internação, liberando o leito para a recepção de outros casos com mais agilidade.

Uma gestão eficiente também é mais organizada, e permite aos profissionais e especialistas monitorarem os pacientes hospitalizados com mais rapidez e agilidade, atuando em prol do seu bem-estar.

O que é inteligência artificial?

Inteligência artificial é um conceito que pode ser entendido como a capacidade de dispositivos eletrônicos reproduzirem a mente humana, aprendendo, fazendo escolhas e solucionando problemas.

Isso é possível por meio de linguagens especializadas que imitam a lógica do cérebro em máquinas. Assim, com sequências de instruções e orientações, os dispositivos inteligentes podem criar algoritmos que replicam a forma humana de pensar.

Esses algoritmos, que se desenvolvem cada vez mais, são treinados para reconhecer padrões sozinhos com base nos dados que os desenvolvedores fornecem.

Dessa forma, as máquinas se tornam inteligentes para auxiliar profissionais em diferentes segmentos e objetivos.

Tipos de inteligência artificial

Com os avanços da linguagem de programação avançada, foi possível desenvolver diferentes tipos de inteligência artificial.

A principal modalidade é conhecida como Inteligência Artificial Geral (AGI), conhecida por atingir o nível humano e executar tarefas simples de maneira autônoma.

Esses dispositivos também aprendem pelo machine learning, conseguindo desenvolver uma lógica e algoritmos próprios com base nas experiências.

Enquanto isso, a Inteligência Artificial Limita (ANI) é um modelo criado para armazenar grandes quantidades de dados e orientações complexas com foco em um objetivo específico.

Ainda, pesquisadores já avaliam uma nova modalidade, a Superinteligência (ASI), que pode unir os dois formatos anteriores e desenvolver uma máquina superior à mente humana, capaz de aprender e tomar decisões complexas.

Inteligência artificial para hospitais

A inteligência artificial para hospitais se baseia, principalmente, no modelo AGI, focado no machine learning. Em outras palavras, o uso de equipamentos que podem aprender e otimizar rotinas com base na experiência geral.

Dessa forma, diversos setores, como clínicas, hospitais e centros de saúde, podem aproveitar vantagens como acompanhamento otimizado do paciente e diagnósticos mais precisos.

A identificação de sintomas se torna mais simples, e possibilita a prática de uma medicina de prevenção.

Além disso, graças à inteligência artificial na saúde, diversas instituições e hospitais estão desenvolvendo protocolos que contribuem para a melhoria do serviço e otimizam as rotinas de atendimento, melhorando o fluxo de pacientes e propondo tratamentos mais assertivos.

Boas práticas de IA aplicada a hospitais para aumento da eficiência do uso do leito

A inteligência artificial na saúde também pode ser aplicada em segmentos que influenciam diretamente na qualidade do serviço, como o uso de leitos.

Tecnologias como sistemas integrados podem aumentar a eficiência nessa gestão, atualizando as informações em tempo real para os médicos e enfermeiros da instituição de saúde.

Além disso, uma triagem inteligente também direciona os pacientes para os melhores setores de atendimento, conforme a gravidade do caso.

Sistemas de diagnóstico inteligentes também potencializam a gestão de leitos, uma vez que avaliam o paciente de maneira precisa e contribuem para o laudo médico em um modelo digital.

Assim, os profissionais podem administrar o tratamento adequadamente, para que o paciente permaneça internado somente o necessário.

Inteligência artificial aplicada a hospitais - exemplos práticos

Para entender a importância da inteligência artificial aplicada em hospitais, vale a pena conferir alguns exemplos práticos. Veja mais detalhes abaixo:

Hospital dos Fornecedores de Cana

O Hospital dos Fornecedores de Cana (HFC) é um hospital geral, localizado na cidade de Piracicaba, São Paulo. Inicialmente, suas atividades foram desenvolvidas para atender às famílias dos produtores de cana-de-açúcar e milhares de trabalhadores do setor.

No entanto, com o ingresso do Sistema Único de Saúde, em 1972, a instituição tornou-se uma referência para toda a região.

Em 2017, o hospital implantou a plataforma Valor Saúde Brasil by DRG Brasil + Inteligência Artificial, em parceria com a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (FEHOSP).

Tal combinação gerou uma série de resultados positivos, como:

  • Redução na permanência do paciente para fraturas no fêmur, reduzindo de 6 dias para 2,5.
  • A permanência clínica diminuiu de 11,8 para 6,2 dias.
  • Pacientes com fratura no fêmur em CTI passaram de 6,3 para 4,2 dias;
  • Aumento de eficiência no atendimento;
  • Redução de 10 leitos de CTI;
  • Economia de R$2 milhões nas reduções.

Hospital Madre Teresa 

Enquanto isso, o Hospital Madre Teresa, administrado pela obra filantrópica Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada (IPMMI), também implementou módulos inteligentes da plataforma de valor em saúde.

Por meio dos indicadores de governança clínica e gestão de riscos, foi possível auxiliar as equipes assistenciais na tomada de decisões com base em informações assertivas.

Atualmente, é um dos principais hospitais de Belo Horizonte e região, composto por cerca de 1700 colaboradores, entre eles, 400 médicos do corpo clínico. Além disso, o HMT destina 10% do seu atendimento à filantropia junto ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Após a implementação do DRG Brasil, cerca de 30 mil altas foram codificadas pela equipe de análise de informação em saúde em apenas um ano, permitindo que a instituição melhorasse suas abordagens e tivesse resultados mais positivos.

Vale a pena implementar a inteligência artificial na saúde?

O uso da inteligência artificial na saúde pode revolucionar hospitais e centros de atendimento com equipamentos avançados e automatizados. Soluções modernas, plataformas integradas e análises precisas contribuem para melhorar a qualidade do serviço e direcionar o paciente corretamente.

Além disso, essas ferramentas também auxiliam na administração interna, promovendo uma melhor gestão de recursos e leitos. Com isso, os pacientes são beneficiados com um serviço de excelência, permanecendo internados somente o tempo necessário.

Por esse motivo, vale a pena considerar a inteligência artificial na saúde, especialmente para aumentar a eficiência do hospital.

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