Modelo Assistencial

Medicina preventiva: como gerenciar os riscos da forma correta?

DRG Brasil
Postado em 12 de março de 2021 - Atualizado em 5 de abril de 2021

Em 1946, a OMS (Organização Mundial da Saúde) definiu o termo saúde como um estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças. A partir disso, aumentou-se a percepção da sociedade em relação à qualidade de vida, o que influenciou no movimento por uma medicina preventiva, com foco no agir antecipado.

As práticas são vantajosas não apenas a pacientes — que passam a evitar doenças crônicas e degenerativas —, mas também a hospitais e operadoras de plano de saúde.

Na lógica, com mais pacientes saudáveis, diminui-se, por exemplo, a necessidade de procedimentos complexos, que, muitas vezes, encarecem as contas. A seguir, entenda como funciona a medicina preventiva e como gerenciar os riscos da melhor forma!

Como funciona a medicina preventiva?

A medicina preventiva tem foco na promoção de saúde e no bem-estar de indivíduos, com o intuito de evitar o surgimento de doenças. Tem o objetivo de detectar fatores de riscos, descobrir enfermidades no estágio inicial e evitar que outras surjam. A intervenção é proativa, assim, não é preciso esperar o aparecimento de sintomas, para que algo seja feito.

Na prática, pode ser entendida como um conjunto de técnicas representadas por atividades, como: informar as pessoas sobre a importância da boa alimentação, incentivar as atividades físicas, motivar as visitas regulares a médicos, promover a higiene pessoal, além de facilitar a realização de exames básicos, de rastreios e de check-ups.

Medicina preventiva x curativa

A medicina curativa, por sua vez, tem foco na reação. É o modelo de medicina mais tradicional, só agindo quando a doença já está estabelecida. Não se preocupa, portanto, em rastrear patologias ou em descobrir doenças e morbidades de forma precoce.

Isso não quer dizer, no entanto, que ela seja ruim. Na verdade, é fundamental, pois é responsável pelo tratamento de quadros crônicos e pelo acompanhamento continuado do paciente, ajudando-o a lidar melhor com os sintomas da doença.

Benefícios da medicina preventiva

A medicina preventiva é uma modalidade de assistência benéfica a todas as partes. A seguir, confira algumas vantagens!

Qualidade de vida ao paciente

Ações de prevenção se refletem positivamente na saúde dos pacientes, que passam a desfrutar de uma vida mais saudável, sem a intercorrência de doenças graves ou crônicas.

Há mais produtividade no trabalho, menos gastos com remédios, melhor convívio com a família, aumento do bem-estar físico e mental, aumento da energia e um envelhecimento mais tranquilo e saudável.

Redução no uso de recursos complexos

Hospitais e operadoras de saúde costumam elevar muitos seus gastos, ao realizar cirurgias e tratamentos. Com o investimento em medicina preventiva, é possível reduzir os atendimentos nas emergências e diminuir o uso de recursos em procedimentos complexos.

Além disso, com menos demanda de internações e intervenções, é possível otimizar a gestão de custos e de recursos, a exemplo de diárias hospitalares.

Diminuição da sinistralidade dos planos de saúde

O aumento na sinistralidade é um dos grandes motivos de preocupação das operadoras de planos de saúde. Na equação, quanto mais procedimentos complexos e caros são feitos, maiores são os custos. A medicina preventiva é uma forma de reduzi-los e buscar mais eficiência nas ações.

Quais são os níveis de prevenção da medicina preventiva?

Agora que você já tem uma visão dos benefícios, entenda melhor os cinco níveis de prevenção na medicina preventiva!

Promoção da saúde

O primeiro nível abrange ações com foco no bem-estar geral. Ainda não se detecta nenhuma doença específica e as ações objetivam a qualidade de vida de um grupo ou comunidade.

Os principais exemplos que temos aqui são campanhas de conscientização contra o uso excessivo de álcool e informações sobre como montar um cardápio de alimentação saudável.

Proteção específica

O segundo nível se diferencia do primeiro pelo fato de focar em uma doença específica. No entanto, as ações ainda têm foco na prevenção, de modo a evitar o surgimento da doença.

Exemplos são as campanhas de vacinação, campanhas de conscientização específicas (como Outubro Rosa), exames de pré-natal e ações para combater a Dengue.

Diagnóstico e tratamento precoce

O terceiro nível busca descobrir princípios de doenças no organismo, antes que os sintomas surjam. O objetivo é colocar em prática medidas que evitem o agravamento de determinada condição.

Assim, ainda tem caráter estratégico, pois consegue reduzir boa parte dos investimentos caros, típicos da medicina curativa. Exemplos são cirurgias precoces, auto-exame e rastreamento de doenças infecto-contagiosas.

Limitação do dano

No quarto nível, a doença já se instalou completamente, inclusive seus sintomas. O impacto das ações não é tão grande quanto nas fases iniciais, mas ainda são importantes pelo fato de diminuir ou evitar complicações.

Aqui, a finalidade pode ser representada por um tratamento completo, que reduza a possibilidade de sequelas. Exemplos de ações encontradas aqui são o telemonitoramento e os grupos de apoio a pacientes crônicos.

Reabilitação

O quinto nível tem foco em intervenções que ajudem o paciente a lidar e a conviver com a própria doença, de modo que ela afete o mínimo possível a qualidade de vida, promovendo, com isso, maior bem-estar.

Como promover a medicina preventiva?

médico ouvindo o pulmão da paciente, colocando a medicina preventiva em prática

A medicina preventiva pode ser praticada com a ajuda da plataforma de valor em saúde DRG Brasil, que apresenta as seguintes funcionalidades.

Gestão inteligente de recursos

Um grande desafio para hospitais e planos de saúde é gerir os recursos com eficiência. É preciso garantir sustentabilidade e economia, sem deixar de lado o atendimento de qualidade.

A escolha inadequada de procedimentos e a ineficiência operacional geram gargalos financeiros, que comprometem o orçamento da instituição. Na medicina preventiva, as tecnologias analisam cenários e preveem demandas, otimizando a capacidade da utilização dos recursos.

Análise de dados que possibilitam prevenir doenças

A inteligência artificial contribui para entender melhor o perfil de determinado paciente, entregando diagnósticos mais certeiros e predizendo a probabilidade no surgimento de doenças, por exemplo. Isso facilita a gestão de riscos assistenciais e as ações preventivas, de modo a evitar piores consequências.

Promoção de uma alta com mais segurança e menor reincidência

É possível analisar dados, examinar históricos e fazer análises baseadas em evidências, de modo a garantir segurança e eficiência no processo de alta, evitando a reincidência de pacientes no hospital pela mesma doença. Há mais entrega de ações preventivas e de tratamentos seguros, impedindo o prolongamento ou agravamento de doenças.

E o gerenciamento de riscos, então?

Gerenciar riscos é o processo de planejar, analisar, organizar e adotar medidas para evitar, ou diminuir a probabilidade de um resultado negativo.

Essa prática visa eliminar as situações de perigo e, também, aproveitar cenários de oportunidade. Essa é, ainda, uma forma de lidar melhor com as incertezas que aparecem, a fim de aumentar a entrega de valor aos pacientes pelos hospitais e operadoras de plano de saúde.

Como o gerenciamento de riscos se relaciona com a medicina preventiva?

O conhecimento do cenário possibilita a adoção de medidas preventivas dentro do sistema de saúde. O objetivo é implementar ações como: análise profunda da realidade, aplicação de políticas e adoção de mais mecanismos de controle.

A intenção é se antecipar, por meio de ações preventivas, além de proporcionar maior sustentabilidade econômica e saúde baseada em valor. A execução do gerenciamento de riscos na medicina preventiva implica o cálculo de probabilidade de eventos incertos, ou seja, que ainda não aconteceram.

Além disso, cabe a análise qualitativa, classificando a probabilidade e impacto do fenômeno. Como consequência, temos o monitoramento mais intenso de ameaças com probabilidade de se tornarem realidade.

Quais os principais riscos no sistema de saúde?

Sem um gerenciamento de riscos, o sistema de saúde tende a enfrentar contextos ameaçadores em diversos sentidos. Um exemplo é o mau atendimento, que envolve demora e falhas na comunicação, além da falta qualidade nos serviços, o que gera, nos pacientes, sensações negativas, impactando diretamente na sua experiência.

Erros de diagnóstico e de condições adquiridas assistenciais também fazem parte, podendo acarretar lesões em pacientes, processos judiciais e aumento no desperdício de recursos. Já a alta antecipada provoca reinternações evitáveis e aumento de gastos.

Em riscos mais sérios, as falhas ainda podem ocasionar a morte de pacientes. Segundo levantamento realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), foram registradas seis mortes a cada hora, em razão de erros que poderiam ser evitados.

Isso demonstra a urgência no investimento de mais transparência de indicadores de desempenho, implementação de ações de medicina preventiva e maior entrega de valor em saúde.

Como fazer um adequado gerenciamento de riscos?

É preciso se antecipar e se preparar para eventos de impacto negativo, enquanto se busca mais oportunidades. Um sistema de saúde precisa adotar os seguintes passos.

Envolver os pacientes

O foco na experiência do paciente e em sua jornada, dentro do sistema de saúde, contribui para que ele e a família se engajem nos procedimentos e no gerenciamento de riscos.

O envolvimento para uma alta segura, por exemplo, contribui para o aumento da confiança e mais adesão ao tratamento. Saber a previsão de riscos também leva à obtenção de melhores resultados nas práticas médicas.

Fazer uso de bundles

Os bundles facilitam a mensuração na entrega de valor, o controle de desperdícios e monitoram eventos indesejados, como readmissões não planejadas.

Por meio do aplicativo de Inteligência Artificial da plataforma de valor em saúde DRG Brasil, por exemplo, técnicos de enfermagem, técnicos de gestão de riscos e os próprios pacientes podem imputá-los e controlá-los. Isso ajuda a identificar as necessidades de melhorias no processo hospitalar, com oportunidades de co-criar mais cuidados.

Mudar o modelo mental

É preciso sair do método clínico convencional e entrar para aquele centrado no paciente. O foco deve ser a satisfação dele, juntamente com a entrega de serviços e tratamentos de mais qualidade.

Isso implica mudar, também, o modelo de pagamento dos profissionais de saúde. Enquanto o fee for service encarece a conta e ocasiona desperdícios, o modelo remuneratório por performance utiliza métricas e indicadores para avaliar a entrega de valor em saúde.

Classificar e monitorar pacientes

Contar com uma tecnologia ajuda a classificar pacientes a partir do grau de risco e da necessidade de intervenções complexas. Isso facilita a antecipação, para uma ação no momento adequado. A ideia é promover não somente a prevenção e a predição, mas, também, a personalização no tratamento.

É preciso, ainda, realizar o rastreamento de pacientes crônicos. Doenças como diabetes e hipertensão, se detectadas antes dos sintomas, promovem diversos benefícios, como:

  • melhoria na qualidade de vida;
  • diminuição das internações e reinternações;
  • controle de desperdícios;
  • redução dos custos de hospitais e planos de saúde.

Capacitar e desenvolver os profissionais de saúde

A capacitação e o desenvolvimento visam oferecer crescimento profissional e entrega de know-how, de modo que os colaboradores estejam preparados para trabalhar com plataformas de governança em saúde e saibam contribuir com melhores desfechos clínicos.

Como você viu, aplicar a medicina preventiva favorece todo o sistema de saúde. Nesse processo, o gerenciamento de riscos contribui para afastar as falhas que prejudicam a entrega de valor. Essa prática, no entanto, precisa ser adequada, para propiciar mais certezas nas tomadas de decisões.

A plataforma DRG Brasil conta com tecnologias que viabilizam predições assistenciais e econômicas, fazendo uma gestão de riscos alinhada às necessidades de cada negócio. Esse é um investimento que muda a forma como você lida com seus processos, tornando-os mais eficientes.

Achou interessante as informações sobre a medicina preventiva e gerenciamento de riscos? Confira, a seguir, a evolução da marca DRG Brasil e como ela consegue entregar valor em saúde!


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