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<url>https://www.drgbrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cropped-2020-12-14-32x32.png</url><title>qualidade do cuidado em saúde Archives - DRG</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/tag/qualidade-do-cuidado-em-saude/</link>
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<item><title>Modelos Assistenciais Indutores de Valor e Governança Clínica</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/modelos-assistenciais/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=modelos-assistenciais</link>
<dc:creator><![CDATA[DRG Brasil]]></dc:creator>
<pubDate>Fri, 04 Oct 2024 12:56:53 +0000</pubDate>
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isPermaLink="false">https://www.drgbrasil.com.br/?p=32077</guid><description><![CDATA[<p>Introdução Modelos assistenciais, ou modelo centrado no paciente, são as premissas para melhorar o valor em saúde. Ou seja,&#160; para reduzir a carga dos cuidados de saúde sobre cidadãos e governos, o planejamento de sistemas de saúde deve focar nos resultados significativos aos pacientes. O conceito de “saúde baseada em valor” (Value-Based Health Care &#8211; [&#8230;]</p><p>The post <a
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<content:encoded><![CDATA[<div
style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" class="sharethis-inline-share-buttons" ></div><h2 class="wp-block-heading">Introdução</h2><p><strong>Modelos assistenciais</strong>, ou modelo centrado no paciente, são as premissas para melhorar o<a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/modelos-assistenciais-e-remuneratorios-que-de-fato-entregam-valor-em-saude/"> valor em saúde</a>.</p><p>Ou seja,&nbsp; para reduzir a carga dos cuidados de saúde sobre cidadãos e governos, o planejamento de sistemas de saúde deve focar nos resultados significativos aos pacientes.</p><p>O conceito de “saúde baseada em valor” (Value-Based Health Care &#8211; VBHC) refere-se à medição dos desfechos que realmente importam para os pacientes em relação aos custos envolvidos.&nbsp;</p><p>Segundo Michael Porter, valor é o único objetivo que pode unir os interesses de todos os participantes do sistema de saúde.&nbsp;</p><p>Tem-se, então, que para alcançar esses <strong>modelos de saúde</strong> centrados no paciente, Porter e Lee propõem seis conceitos-chave. São eles:</p><ol><li><strong>Organizar os cuidados em torno de condições de saúde específicas;</strong></li><li><strong>Medir resultados e custos por paciente;</strong></li><li><strong>Alinhar a remuneração com a entrega de valor;</strong></li><li><strong>Integrar o ciclo completo de atendimento;</strong></li><li><strong>Expandir a capacidade de entrega de cuidados através de afiliações;</strong></li><li><strong>Promover o uso da tecnologia da informação na estruturação dos cuidados e medição de resultados.</strong></li></ol><h2 class="wp-block-heading">O que são Modelos Assistenciais?</h2><p><strong>Modelos assistenciais</strong>, também conhecidos como “modos de produzir saúde” ou “modelos de atenção”, são atrelados diretamente à governança clínica.&nbsp;</p><p>Ou seja, referem-se à forma como as ações de atenção à saúde são organizadas em uma sociedade.&nbsp;</p><p>Portanto, os <strong>modelos de saúde </strong>envolvem a combinação de diferentes tecnologias e práticas assistenciais com o objetivo de intervir em problemas e necessidades sociais de saúde, organizando os serviços de acordo com o perfil epidemiológico da população e investigando danos e riscos à saúde.&nbsp;</p><p>Esses <strong>modelos assistenciais</strong> evoluem ao longo do tempo em resposta às mudanças sociais e econômicas​.</p><h3 class="wp-block-heading">Evolução dos Modelos Assistenciais no Brasil</h3><p>Os <strong>modelos assistenciais</strong> no Brasil evoluíram através de diferentes fases, focando na <strong>promoção da saúde</strong>:</p><ol><li><strong>Sanitarismo Campanhista</strong> (início do século 20): Focado na <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/modelos-preditivos-na-saude/"><strong>prevenção</strong></a><strong> de doenças</strong> através de campanhas de vacinação e intervenções sanitárias, principalmente voltadas para o controle de doenças que poderiam impactar a economia agroexportadora.</li><li><strong>Assistência Médica Previdenciária Privatista</strong> (1933-1966): Baseada em um <strong>modelo assistencial</strong> curativo com ênfase na assistência médica para trabalhadores formalmente empregados, financiada por institutos de previdência.</li><li><strong>Medicina Comunitária</strong> (década de 1960): Introduziu a regionalização e hierarquização dos serviços, participação comunitária e a inclusão de novas categorias profissionais na assistência.</li><li><strong>Reforma Sanitária</strong> (década de 1970-1980): Definiu a saúde como um direito do cidadão e um dever do Estado, levando à criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988, com um enfoque em atenção primária à saúde para todos.</li><li><strong>Anos 2000</strong>: o Ministério da Saúde lançou diversos programas e políticas focadas em ciclos de vida, gestão clínica e linhas de cuidado para fortalecer a Atenção Básica no Brasil.&nbsp;</li></ol><p>Em 2005, a Organização Pan-Americana da Saúde, com significativa contribuição brasileira, promoveu a renovação da Atenção Primária em Saúde nas Américas.&nbsp;</p><p>O desafio atual é alcançar ganhos de saúde sustentáveis para todos, o que requer uma coalizão entre todas as partes interessadas e a escolha de<strong> modelos assistenciais</strong> baseados na identificação e análise dos problemas de saúde da população.&nbsp;</p><p>Nesse contexto, os princípios da Cadeia de Valor da Prestação do Cuidado são essenciais na <strong>promoção da saúde</strong>.</p><h2 class="wp-block-heading">Cadeia de Valor da Prestação do Cuidado e Linhas de Cuidado</h2><p>A Cadeia de Valor da Prestação do Cuidado (CVPC) é um conceito fundamental para entender como melhorar a eficácia dos cuidados e<strong> promoção da saúde</strong>.&nbsp;</p><p>A CVPC mapeia todas as atividades envolvidas no ciclo completo de atendimento de uma condição de saúde, desde a <strong>prevenção de doenças</strong> até o tratamento e a reabilitação, com o objetivo de maximizar o valor para o paciente.&nbsp;</p><p>A estrutura da CVPC deve considerar como cada atividade é melhor executada, os recursos necessários, e como integrar as atividades de maneira que o valor seja continuamente aumentado para o paciente​.&nbsp;</p><p>Isso inclui a coordenação entre diferentes serviços de saúde, o envolvimento do paciente e a medição de resultados e fatores de risco.&nbsp;</p><p>A CVPC oferece uma nova perspectiva para avaliar programas de cuidados globais em saúde, enfatizando a necessidade de integrar cuidados clínicos e sociais para aumentar o valor do cuidado.&nbsp;</p><p>Como nenhum prestador de saúde consegue oferecer sozinho o ciclo completo de cuidados, é essencial a colaboração entre reguladores, gestores e a rede de assistência para conceber a CVPC adequada a diferentes condições de saúde ou populações específicas.</p><h3 class="wp-block-heading">Estruturação de Modelos Assistenciais Baseados em Valor e Governança Clínica</h3><p>Porter e Teisberg introduziram o conceito de Unidades de Prática Integrada (Integrated Practice Units &#8211; IPUs.</p><p>Ou seja, as IPUs são <strong>modelos assistenciais</strong> organizados em torno do paciente e compostas por <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/produtividade/">equipes multidisciplinares</a> para atender às suas necessidades.&nbsp;</p><p>Além disso, as IPUs oferecem o ciclo completo de cuidados para uma condição de saúde específica, incluindo educação, engajamento, acompanhamento, cuidados para pacientes internados e ambulatoriais, reabilitação e serviços de apoio, como nutrição e serviço social.</p><p>Com isso, as linhas de cuidado são um instrumento objetivo para elaborar a dimensão das atividades primárias da CVPC.&nbsp;</p><p>Organizam-se e coordenam-se, portanto, diferentes serviços e profissionais em torno das necessidades de um paciente ou condição de saúde específica.&nbsp;</p><p>Ou seja, em vez de tratar problemas de saúde de forma isolada, as linhas de cuidado promovem uma abordagem contínua e integrada centrada no paciente.&nbsp;</p><p>Por exemplo, a linha de cuidado para a jornada do idoso no sistema de saúde enfatiza a importância de uma abordagem personalizada e integral, abrangendo desde a <strong>promoção da saúde </strong>até cuidados paliativos​.</p><p>Para medir o valor entregue ao paciente em <strong>modelos assistenciais</strong> centrados no paciente, nasce o Consórcio Internacional para Medição de Resultados de Saúde (ICHOM).</p><p>O ICHOM foi llançado em 2012 por Michael Porter, Stefan Larsson e Martin Ingvar, que desenvolveu padrões globais para medir resultados de saúde que são relevantes tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde.&nbsp;</p><p>Esses padrões, criados por um consórcio de especialistas e representantes de pacientes de vários países, fornecem resultados padronizados, ferramentas de medição e critérios para ajuste de risco para condições de saúde específicas.&nbsp;</p><p>Os resultados são avaliados em quatro dimensões principais: sobrevida, morbidade, satisfação do paciente com os cuidados recebidos e medidas de resultados relatados pelo paciente (PROMs).</p><p>Em 2024, vinte instituições de saúde brasileiras começaram a implementar padrões globais de medição de resultados desenvolvidos pelo ICHOM, marcando um avanço na <strong>governança clínica </strong>orientada por valor no Brasil.&nbsp;</p><p>Neste cenário, facilitada pela Plataforma Valor Saúde Brasil by <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/beneficios-do-drg/">DRG Brasil</a> + IA, essa implementação envolve o alinhamento com a gestão sênior, a seleção de indicadores apropriados, a análise de lacunas de dados e o uso de tecnologias para coletar resultados reportados pelos pacientes.&nbsp;</p><p>Esses esforços, além de melhorar o <strong>modelo de saúde</strong>, visam oferecer a qualidade do cuidado ao paciente e promover uma cultura de excelência baseada em evidência.</p><h2 class="wp-block-heading">Estratégias para a Transformação dos Modelos Assistenciais</h2><p>Transformar os<strong> modelos assistenciais</strong> para a entrega de <strong>valor em saúde </strong>requer estratégias focadas na governança clínica e na utilização de plataformas analíticas.&nbsp;</p><p>Ferramentas como a Cadeia de Valor da Prestação do Cuidado permitem avaliar programas de cuidados globais sob uma nova perspectiva, promovendo a integração dos cuidados e aumentando o valor entregue ao paciente.&nbsp;</p><p>Além disso, é necessário estabelecer parcerias entre os diversos níveis de atenção à saúde, utilizando tecnologia da informação para apoiar a coordenação e a continuidade do cuidado​.</p><p><strong>Acesse </strong><a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/valor-em-saude-2/"><strong>aqui </strong></a><strong>o artigo sobre as métricas mais utilizadas para implementar um sistema de saúde baseado em valor em saúde.</strong></p><h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2><p>O desafio de reestruturar os sistemas de saúde para entrega de valor é grande, mas essencial para garantir que os cuidados sejam centrados no paciente e orientados para resultados.&nbsp;</p><p><strong>Modelos assistenciais indutores de valor</strong>, como as linhas de cuidado integradas são fundamentais para promover a qualidade, eficiência e a continuidade do atendimento.&nbsp;</p><p>Ao adotar essas estratégias, é possível avançar para um sistema de saúde mais equitativo, eficiente e sustentável, que realmente responde às necessidades e expectativas dos pacientes.</p><p>O que você achou deste artigo? Compartilhe com quem possa interessar e saiba como a governança clínica baseada em valor <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/governanca-clinica-eficiencia-qualidade-no-sistema-de-saude/">pode proporcionar mais qualidade e segurança ao paciente</a>.</p><hr
class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/><p><a
href="https://www.freepik.com/free-photo/covid-recovery-center-female-doctor-holding-older-patient-s-hands_12367950.htm#fromView=search&amp;page=2&amp;position=14&amp;uuid=075775c7-62ee-41c0-9512-76bf6a492186"><strong><em>Imagem: freepik by freepik</em></strong></a></p><p>The post <a
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<item><title>Internações Hospitalares: Reduzindo Desperdícios Assistenciais</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/internacoes-hospitalares/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=internacoes-hospitalares</link>
<dc:creator><![CDATA[DRG Brasil]]></dc:creator>
<pubDate>Mon, 30 Sep 2024 17:44:49 +0000</pubDate>
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isPermaLink="false">https://www.drgbrasil.com.br/?p=32065</guid><description><![CDATA[<p>Introdução Neste artigo, vamos tratar como as internações hospitalares podem ser evitáveis para a redução de desperdícios assistenciais.&#160; As Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária (ICSAP) são um indicador crítico da eficiência e resolutividade da Atenção Primária à Saúde (APS).&#160; Por sua vez, essas internações hospitalares representam hospitalizações que poderiam ser evitadas com cuidados [&#8230;]</p><p>The post <a
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<content:encoded><![CDATA[<div
style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" class="sharethis-inline-share-buttons" ></div><h2 class="wp-block-heading">Introdução</h2><p>Neste artigo, vamos tratar como as <strong>internações hospitalares</strong> podem ser evitáveis para a <strong>redução de desperdícios assistenciais</strong>.&nbsp;</p><p>As Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária (ICSAP) são um indicador crítico da eficiência e resolutividade da Atenção Primária à Saúde (APS).&nbsp;</p><p>Por sua vez, essas <strong>internações hospitalares</strong> representam <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/internacoes-evitaveis/">hospitalizações que poderiam ser evitadas </a>com cuidados primários efetivos e oportunos.&nbsp;</p><p>O conceito de <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/icsaps/">ICSAP </a>foi introduzido nos Estados Unidos na década de 1990 como um meio de medir o acesso e a qualidade da APS.</p><p>Por sua vez, o conceito revela uma forte correlação entre taxas de hospitalização e condições socioeconômicas e de acesso a serviços de saúde.&nbsp;</p><p>No Brasil, a Lista Brasileira de Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária foi estabelecida em 2008 pelo Ministério da Saúde.</p><p>Com isso, ela define um conjunto de 19 grupos de diagnósticos que indicam<strong> internações hospitalares </strong>potencialmente evitáveis.</p><p>Em conclusão, essa lista cobre uma ampla gama de condições, desde doenças preveníveis por imunização até doenças crônicas como asma e insuficiência cardíaca.</p><h2 class="wp-block-heading">O que são Internações Hospitalares Potencialmente Evitáveis (ICSAPs)?</h2><p>Em resumo, as ICSAPs são fundamentais para avaliar a capacidade da APS de gerenciar condições crônicas e prevenir complicações que levem à hospitalização.&nbsp;</p><p>Em suma, indicam as <strong>internações hospitalares</strong> potencialmente evitáveis, e são influenciadas por diversos fatores.</p><p>Entre eles, a organização dos sistemas de saúde, a disponibilidade e a acessibilidade de serviços, o nível socioeconômico da população e as desigualdades de acesso.&nbsp;</p><p>No Brasil, um elevado número de ICSAP reflete não apenas falhas na APS, mas também a fragmentação e a ineficiência do sistema de saúde como um todo.&nbsp;</p><p>Ou seja, reduzir a prevalência de ICSAP pode melhorar significativamente a equidade no acesso aos cuidados.</p><p>Além disso, é ideal para a <strong>redução de desperdícios assistenciais</strong>, ou seja, o uso desnecessário de <strong>recursos hospitalares</strong>.</p><p>Desta forma, é possível promover um sistema de saúde mais justo e sustentável​.</p><h2 class="wp-block-heading">Estrutura e Desafios dos Sistemas de Atenção à Saúde (SAS)</h2><p>Sistemas de atenção à saúde (SAS), como o próprio nome diz, são organizados para promover, restaurar e manter a saúde da população.</p><p>Ou seja, eles garantem proteção contra riscos e acesso a serviços seguros e efetivos.&nbsp;</p><p>No Brasil, os dois subsistemas &#8211; o Sistema Único de Saúde (SUS) e o suplementar &#8211; são estruturados para oferecer uma rede de serviços regionalizada e integrada.</p><p>Entretanto, na prática, enfrentam desafios significativos de integração e coordenação entre os diversos níveis de atenção, necessitando de uma <strong>melhoria na gestão de saúde</strong>.</p><p>Com isso, essa fragmentação resulta em perda de qualidade e eficiência, aumento dos custos e ampliação das desigualdades no acesso aos serviços de saúde.&nbsp;</p><p>Portanto, como o primeiro nível de atenção, a APS desempenha um papel fundamental na <strong>prevenção de internações </strong>através da promoção da saúde, <strong>cuidado preventivo do hospital</strong>, prevenção de doenças e manejo de condições crônicas​.</p><h3 class="wp-block-heading">Atenção Primária, Secundária e Terciária em Saúde</h3><p>Em resumo, trataremos quais são os principais processos de <strong>eficiência no atendimento hospitalar</strong> e como os sistemas de saúde funcionam.</p><p>Com isso, podemos mapear como prevenir as <strong>internações hospitalares</strong> e melhorar a ICSAPs nos demais níveis de cuidado. São elas:</p><ol><li><strong>Atenção Primária em Saúde (APS) </strong>é a principal porta de entrada do sistema de saúde, responsável por resolver a maioria das necessidades da população.&nbsp;</li></ol><p>Neste nível, inclui a promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento de condições agudas e crônicas e coordenação do<strong> cuidado preventivo do hospital</strong>.&nbsp;</p><p>Ainda, neste nível é possível identificar e prevenir <strong>internações hospitalares evitáveis</strong>.</p><p>Portanto, a APS deve resolver mais de 80% dos problemas de saúde, minimizando a necessidade de cuidados de maior complexidade​.</p><ol
start="2"><li><strong>Atenção Secundária em Saúde </strong>envolve serviços especializados, como consultas com especialistas e exames diagnósticos.&nbsp;</li></ol><p>É um nível intermediário entre a APS e a atenção terciária, focando em procedimentos de média complexidade.</p><ol
start="3"><li><strong>Atenção Terciária em Saúde</strong>, ou alta complexidade, refere-se a serviços que requerem tecnologias avançadas e especialização, geralmente realizados em ambiente hospitalar.&nbsp;</li></ol><p>Ou seja, este nível inclui procedimentos como terapias renais substitutivas, quimioterapia, radioterapia e cirurgias de alta complexidade, além de cuidados em unidades de terapia intensiva.&nbsp;</p><p>Portanto, alguns hospitais classificados como “quaternários” realizam procedimentos ainda mais especializados, como transplantes.&nbsp;</p><p>Com isso, esse nível de atenção representa cerca de 5% das necessidades de saúde, mas exige uma densidade tecnológica muito alta.</p><p>Ela é essencial para o tratamento de condições complexas que não podem ser geridas nos níveis primário ou secundário<strong>. ​</strong></p><h2 class="wp-block-heading">Epidemiologia Das Internações Por Condições Sensíveis à Atenção Primária</h2><p>No Brasil, as ICSAPs são responsáveis por uma proporção significativa das internações hospitalares, destacando falhas na APS e a necessidade de melhorias.&nbsp;</p><p>Durante a pandemia de COVID-19, houve uma redução temporária nas ICSAPs devido à menor procura por cuidados ambulatoriais, mas essa tendência está revertendo com a normalização das atividades de saúde.&nbsp;</p><p>Dados da Plataforma Valor Saúde by DRG Brasil + IA mostram que a taxa de ICSAP em pacientes admitidos para tratamento clínico está em torno de 30% no Brasil.&nbsp;</p><p>As condições mais comuns que levaram a ICSAP incluem infecções do trato urinário, pneumonia comunitária, insuficiência cardíaca congestiva e asma​.</p><h2 class="wp-block-heading">Ações Para Reduzir ICSAPs</h2><p>A promoção da saúde e a prevenção de doenças são estratégias fundamentais para o <strong>cuidado preventivo do hospital</strong>.</p><p>Com elas, o objetivo é fortalecer o sistema de saúde, promovendo resiliência e focando no bem-estar da população.&nbsp;</p><p>Com isso, as abordagens não apenas visam tratar doenças existentes, mas também capacitam indivíduos e comunidades a adotar estilos de vida mais saudáveis e prevenir problemas de saúde antes que se tornem graves.</p><p>Neste contexto, <strong>Promoção da Saúde</strong> envolve incentivar hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e redução do estresse.&nbsp;</p><p>Ainda, a <strong>Prevenção de Doenças</strong> inclui medidas como vacinação, triagem de saúde para detecção precoce de condições, e conscientização sobre fatores de risco.&nbsp;</p><p>Em suma, essas estratégias ajudam a prevenir o surgimento de condições adversas e a melhorar a gestão de saúde na comunidade.</p><p>Além disso, a <strong>Estruturação dos Serviços de Saúde</strong> é necessária para apoiar essas iniciativas. Políticas públicas que incentivem comportamentos saudáveis e facilitem o acesso a serviços preventivos são essenciais. Isso inclui a implementação de programas de triagem, campanhas de conscientização e a oferta de cuidados primários acessíveis, que são fundamentais para a detecção precoce e tratamento eficaz de doenças.</p><p>A <strong>prevenção de internações</strong>,<strong> </strong>através dessas estratégias, visa reduzir a incidência de condições de saúde agudas, melhorar o acesso à atenção primária e promover a detecção precoce e tratamento de condições antes que se agravem.&nbsp;</p><p>Portanto, ao focar na <strong>prevenção de internações</strong>, é possível diminuir a necessidade de internações hospitalares não planejadas, economizando recursos e aliviando a carga sobre os serviços de emergência.</p><p>Além disso, os benefícios para a saúde pública e o sistema de saúde são enormes.&nbsp;</p><p>Entre elas, incluem a redução da pressão sobre os serviços de emergência, permitindo que esses recursos sejam direcionados para pacientes com condições agudas urgentes, a economia de recursos financeiros e de infraestrutura, que podem ser realocados para fortalecer outras áreas do sistema de saúde, e um melhor nível de saúde e de qualidade de vida.</p><p>Portanto, essas medidas resultam em um <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/eficiencia-hospitalar-estrategias-para-melhorar-este-indice/">sistema de saúde mais eficiente</a>, havendo <strong>redução de desperdícios assistenciais</strong>.</p><p>Em suma, é capaz de responder melhor às necessidades da população, promovendo um atendimento mais preventivo e menos dependente de intervenções hospitalares de alta complexidade.</p><p><strong>Confira um </strong><a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/hospital-unimed-fortaleza-case/"><strong>case de sucesso</strong></a><strong> do Hospital Unimed Fortaleza que reduziu R$ 217 mil em custos com diárias de internação utilizando o DRG Brasil.</strong></p><h2 class="wp-block-heading">Diretrizes Para a Prevenção de Internações Evitáveis</h2><p>Para prevenir ICSAPs de forma eficaz, são necessárias diretrizes claras que incluem uma série de diretrizes.</p><p>Entre elas, a avaliação das necessidades da população, o desenvolvimento de uma rede de cuidados integrada, o engajamento da comunidade, o fortalecimento da infraestrutura de saúde e a implementação de serviços de saúde integrados.&nbsp;</p><p>Por isso, a educação continuada em saúde, a promoção de estilos de vida saudáveis e a colaboração entre diferentes setores do sistema de saúde são essenciais para <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/saude-baseada-em-valor-2/">melhorar a qualidade</a> da APS e reduzir as internações evitáveis​.</p><p>Para desenvolver uma rede de cuidados eficaz, é necessário seguir oito passos:</p><ol><li><strong>Avaliação das necessidades da população</strong>: Identificar os desafios de saúde e lacunas nos serviços existentes por meio de uma análise abrangente de dados demográficos, epidemiológicos e socioeconômicos.</li><li><strong>Planejamento e desenvolvimento da rede de cuidados</strong>: Formar uma equipe multidisciplinar para definir objetivos, metas e a estrutura da rede, assegurando que sejam alinhados com as necessidades da população e os princípios da atenção primária.</li><li><strong>Engajamento da comunidade</strong>: Incluir a comunidade no planejamento e desenvolvimento da rede, estabelecendo parcerias com líderes e organizações locais para garantir uma abordagem centrada no paciente.</li><li><strong>Desenvolvimento de infraestrutura e recursos humanos</strong>: Fortalecer a infraestrutura de saúde existente e capacitar uma equipe interdisciplinar de profissionais de saúde para atender às necessidades da população.</li><li><strong>Implementação de serviços integrados</strong>: Oferecer serviços de saúde que abordem todas as necessidades da população, desde prevenção até reabilitação, utilizando abordagens baseadas em evidências para garantir cuidados de alta qualidade.</li><li><strong>Monitoramento e avaliação</strong>: Criar sistemas para monitorar e avaliar o desempenho da rede de cuidados, utilizando dados para identificar áreas de melhoria e ajustar operações.</li><li><strong>Educação e promoção da saúde</strong>: Implementar programas de educação em saúde para capacitar a comunidade a adotar estilos de vida saudáveis e gerenciar suas condições de saúde.</li><li><strong>Parcerias e colaborações</strong>: Estabelecer parcerias com outras organizações de saúde e instituições para fortalecer a rede de cuidados e garantir a coordenação entre diferentes níveis do sistema de saúde.</li></ol><p>Chegou até aqui? Fique por dentro de <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/custos-em-saude/">como reduzir os custos dos desperdícios em saúde</a> da instituição e fale com nossos especialistas para colocar a metodologia DRG em prática.</p><hr
class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/><p><strong><em>Imagem:</em></strong><a
href="https://www.freepik.com/free-photo/wife-visiting-her-ill-husband_14603206.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=7&amp;uuid=537b6e95-8da0-4fbb-8285-43bab081c89a"><strong><em> freepik by freepik</em></strong></a></p><p>The post <a
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<item><title>Saúde Baseada em Valor e Governança Clínica: um novo caminho para a eficiência e qualidade</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/saude-baseada-em-valor-2/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=saude-baseada-em-valor-2</link>
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<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 18:03:31 +0000</pubDate>
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<content:encoded><![CDATA[<div
style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" class="sharethis-inline-share-buttons" ></div><p>Nos últimos anos, a busca pela <strong>saúde baseado em valor </strong>que promova uma <strong>governança clínica </strong>sustentável com os recursos disponíveis tem se intensificado em todo o mundo.</p><p>Isso, por conseguinte, é resultado de uma combinação de fatores, como o envelhecimento da população, inovações tecnológicas e crises globais.</p><p>Como exemplo, a pandemia da COVID-19 foi um momento que pressionou os recursos e os orçamentos e surge a necessidade de maior <strong>eficiência no sistema de saúde</strong>.&nbsp;</p><p>Em países de alta renda, como os Estados Unidos, França e Japão, os gastos com saúde superam 10% do Produto Interno Bruto (PIB), evidenciando a necessidade urgente de um modelo que priorize o<strong> valor em saúde </strong>sobre o volume.</p><h2 class="wp-block-heading">O que é Saúde Baseada em Valor?</h2><p>A <strong>saúde baseada em valor</strong>, conhecida internacionalmente como Value-Based Healthcare (VBHC), é um modelo que busca alinhar o sistema de saúde às necessidades e expectativas dos pacientes.</p><p>O contrário disso, é focar exclusivamente no retorno financeiro sobre o investimento.&nbsp;</p><p>Por consequência, esse modelo propõe que o <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/medicina-baseada-em-valor/"><strong>valor em saúde</strong></a> seja medido pelos benefícios reais de saúde alcançados para os pacientes, comparados aos custos dos recursos utilizados para obter esses resultados.</p><p>Mas,<strong> como implementar saúde baseada em valor no sistema de saúde</strong>? A proposta <strong>&nbsp;</strong>se apoia em quatro pilares principais:</p><ol><li><strong>Valor Pessoal</strong>: Cuidado adequado para atingir os objetivos individuais dos pacientes.</li><li><strong>Valor Técnico</strong>: Melhores resultados possíveis com os recursos disponíveis.</li><li><strong>Valor Alocativo</strong>: Distribuição equitativa dos recursos entre todos os grupos de pacientes.</li><li><strong>Valor Social</strong>: Contribuição dos cuidados de saúde para a participação e conectividade social.</li></ol><p>Portanto, esses pilares ajudam a orientar a transição de um modelo tradicional de saúde, focado na quantidade de procedimentos realizados, para um sistema que valoriza os resultados obtidos e a <strong>eficiência e qualidade em saúde</strong> e dos serviços prestados.</p><h2 class="wp-block-heading">Desafios e Oportunidades da Saúde Baseada em Valor</h2><p>Implementar um modelo de <strong>saúde baseada em valor</strong> exige uma mudança significativa nas práticas e políticas estabelecidas há décadas.&nbsp;</p><p>Aliás, países que adotam esse modelo enfrentam desafios como a inércia, sistemas fragmentados e limitações da infraestrutura de saúde existente.&nbsp;</p><p>No entanto, essas barreiras também representam oportunidades para avançar na criação de <strong>modelos de governança clínica </strong>mais centrado no paciente e baseado em valor.</p><p>No Brasil, por exemplo, a adaptação para um modelo de <strong>saúde baseada em valor</strong> é vista como uma necessidade para aumentar a <strong>eficiência no sistema de saúde</strong> e reduzir os desperdícios no sistema.&nbsp;</p><p>Estudos indicam que entre 20% e 40% dos gastos com saúde são considerados desperdícios devido a ineficiências operacionais.&nbsp;</p><p>Ou seja, reduzir esses desperdícios e realocar os recursos para cuidados que realmente importam pode gerar melhores resultados e, consequentemente, aumento do<strong> valor em saúde</strong> e maior satisfação dos pacientes.</p><h2 class="wp-block-heading">Elementos Facilitadores</h2><p>Quais são os elementos facilitadores para<strong> resultados baseados em valor</strong>?</p><p>Para que a<strong> saúde baseada em valor</strong> se torne uma realidade, fazem-se necessárias uma série de iniciativas.</p><p>Entre elas: governos, operadoras de saúde, prestadores de serviços, entidades médicas e representantes dos pacientes precisam trabalhar juntos para criar um ambiente propício.&nbsp;</p><p>Esse esforço conjunto deve incluir:</p><ul><li><strong>Políticas de capacitação</strong>: Desenvolvimento de competências nos conceitos e princípios da saúde baseada em valor.</li><li><strong>Cuidados integrados e centrados no paciente</strong>: Garantia de que todos os níveis de cuidado estão conectados e focados nas necessidades dos pacientes.</li><li><strong>Mensuração de desfechos padronizados e custos</strong>: Implementação de métricas claras para avaliar a eficácia e a eficiência dos cuidados.</li><li><strong>Modelos remuneratórios baseados em valor</strong>: Reestruturação da forma como os serviços de saúde são remunerados, para que os pagamentos estejam atrelados aos resultados obtidos.</li></ul><h2 class="wp-block-heading">Martini Klinik: Um Exemplo de Sucesso na Saúde Baseada em Valor</h2><p>Você sabia? Um dos exemplos mais notáveis de implementação bem-sucedida da <strong>saúde baseada em valor</strong> é a <a
href="https://www.martini-klinik.de/">Martini Klinik</a>.</p><p>Localizada em Hamburgo, Alemanha, esta clínica é especializada no tratamento do câncer de próstata e é reconhecida mundialmente por seus resultados excepcionais em desfechos de saúde e <strong>eficiência operacional.</strong></p><p>Desde sua fundação, a Martini Klinik focou em um modelo de atendimento altamente especializado e centrado no paciente, coletando dados detalhados sobre os resultados de saúde e os custos associados a cada tratamento.&nbsp;</p><p>A clínica utiliza esses dados para constantemente melhorar a <strong>qualidade dos cuidados em saúde </strong>oferecidos.&nbsp;</p><p>Como resultado, a Martini Klinik conseguiu alcançar taxas de complicações significativamente mais baixas e melhores resultados de longo prazo para os pacientes em comparação com outras instituições.</p><p>Além de sua especialização, a Martini Klinik se destaca por sua transparência e compromisso com a<strong> qualidade assistencial</strong>.&nbsp;</p><p>A clínica publica regularmente seus resultados de saúde, permitindo que pacientes e outros profissionais de saúde vejam claramente o impacto de seus tratamentos.&nbsp;</p><p>Esta prática, a transparência não apenas fortalece a confiança dos pacientes, mas também permite que a clínica aprimore continuamente seus métodos de tratamento.</p><p>Ao longo dos anos, a Martini Klinik conseguiu se tornar um modelo mundial de referência para a<strong> saúde baseada em valor</strong>, demonstrando que é possível melhorar a <strong>qualidade do cuidado em saúde</strong>, reduzir custos e aumentar a satisfação dos pacientes.&nbsp;</p><p>A clínica atende milhares de pacientes anualmente e, por seu foco exclusivo na <strong>eficiência e na qualidade</strong>, continua liderando o campo de tratamento do câncer de próstata em escala global.&nbsp;</p><p>Seus resultados mostram que um modelo de saúde verdadeiramente centrado no valor pode gerar benefícios significativos tanto para os pacientes quanto para o <strong>sistema de saúde</strong> como um todo.</p><p><strong>Confira </strong><a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/20-instituicoes-lideres-nacionais-na-entrega-de-valor-em-saude-iniciaram-a-implantacao-de-sets-do-ichom/"><strong>aqui </strong></a><strong>outros exemplos de líderes nacionais que entregam valor em saúde.</strong></p><h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2><p>A <strong>saúde baseada em valor</strong> representa uma mudança fundamental na forma como os cuidados são prestados e remunerados, trazendo benefícios significativos para pacientes, profissionais de saúde e a sociedade como um todo.</p><p>Adotar esse modelo exige esforço, comprometimento e colaboração entre todas as partes interessadas, mas os resultados alcançados prometem transformar o cuidado em saúde de maneira profunda e duradoura.</p><p>Quer saber as <strong>estratégias para eficiência e qualidade com saúde baseada em valor?</strong> <a
href="https://www.drgbrasil.com.br/contato/">Fale com nossa equipe de especialistas</a>.</p><hr
class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/><p><strong>Imagem de capa: </strong><a
href="https://www.freepik.com/free-photo/young-doctor-supporting-his-patient_863047.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=13&amp;uuid=09d8c0ad-19f0-4d3e-b94c-d48727967521"><strong><em>pressfoto by freepik</em></strong></a></p><p>The post <a
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<item><title>Governança Clínica: garantindo segurança e qualidade do cuidado em saúde</title><link>https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/governanca-clinica-qualidade-do-cuidado-em-saude/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=governanca-clinica-qualidade-do-cuidado-em-saude</link>
<dc:creator><![CDATA[Daniele Rodrigues]]></dc:creator>
<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 12:19:23 +0000</pubDate>
<category><![CDATA[Gestão da Qualidade]]></category>
<category><![CDATA[segurança do paciente]]></category>
<category><![CDATA[qualidade assistencial]]></category>
<category><![CDATA[qualidade do cuidado em saúde]]></category>
<category><![CDATA[gestão em saúde]]></category>
<category><![CDATA[sistema de gestão em saúde]]></category>
<category><![CDATA[ecossistema]]></category>
<category><![CDATA[gestão de saúde]]></category>
<category><![CDATA[governança clínica]]></category>
<guid
isPermaLink="false">https://www.drgbrasil.com.br/?p=32028</guid><description><![CDATA[<p>Introdução A governança clínica é um conceito que tem ganhado destaque globalmente, especialmente após a sua introdução no Sistema Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido nos anos 1990.&#160; Originalmente, o termo foi inspirado pela governança corporativa, quando o conceito de governança clínica foi adotado como uma estratégia para melhorar a qualidade do cuidado em [&#8230;]</p><p>The post <a
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<content:encoded><![CDATA[<div
style="margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;" class="sharethis-inline-share-buttons" ></div><h2 class="wp-block-heading">Introdução</h2><p>A <strong>governança clínica </strong>é um conceito que tem ganhado destaque globalmente, especialmente após a sua introdução no Sistema Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido nos anos 1990.&nbsp;</p><p>Originalmente, o termo foi inspirado pela governança corporativa, quando o conceito de <strong>governança clínica</strong> foi adotado como uma estratégia para melhorar a <strong>qualidade do cuidado em saúde</strong> e assegurar altos padrões de cuidado, após uma série de eventos críticos que expuseram falhas significativas no<strong> sistema de saúde</strong> britânico.</p><h2 class="wp-block-heading">O que é Governança Clínica?</h2><p><strong>Governança clínica</strong> é um processo pelo qual as organizações de saúde assumem a responsabilidade pela melhoria contínua da<strong> qualidade assistencial</strong> dos seus serviços e pela manutenção de altos padrões em saúde.</p><p>Logo, a ideia é criar um ambiente que estimule a <strong>excelência clínica</strong>, promovendo práticas seguras e eficazes, centradas na <strong>segurança do paciente</strong>.&nbsp;</p><p>Isso significa, em outras palavras, que esse conceito se baseia em pilares como a responsabilidade compartilhada, a transparência, a prestação de contas e a melhoria contínua da <strong>qualidade do cuidado em saúde</strong>.</p><h2 class="wp-block-heading">Origem e Desenvolvimento da Governança Clínica</h2><p>Em sua origem, a necessidade de <strong>governança clínica </strong>surgiu de forma clara após uma série de falhas em cirurgias cardíacas pediátricas em um hospital de Bristol, no Reino Unido, entre os anos 1980 e 1990, que resultaram na morte de várias crianças e em sérias sequelas para outras.&nbsp;</p><p>O incidente, conhecido como o escândalo de Bristol, revelou não apenas a ausência de sistemas para monitorar a<strong> </strong><a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/eficiencia-administrativa/"><strong>qualidade do cuidado em saúde</strong></a>, mas também a falta de consenso sobre o que constituía cuidados de alta qualidade.&nbsp;</p><p>Portanto, a resposta do governo britânico foi estabelecer a <strong>governança clínica</strong> como um mecanismo para prevenir tais falhas, promovendo uma cultura de transparência e responsabilização no sistema de saúde.</p><h2 class="wp-block-heading">Componentes-Chave da Governança Clínica</h2><p>Para que a <strong>governança clínica</strong> funcione de maneira eficaz, é essencial a presença de componentes-chave que incluem a <strong>gestão de riscos em saúde</strong>, a <strong>melhoria contínua em saúde</strong>, da<strong> qualidade assistencial</strong>, a responsabilização, a comunicação eficaz e o envolvimento ativo de todos os profissionais de saúde.&nbsp;</p><p>Esses elementos garantem que todos, desde os médicos na linha de frente até os gestores da alta administração, estejam comprometidos com a entrega de <strong>cuidados de saúde seguros e de alta qualidade</strong>.</p><h3 class="wp-block-heading">Veja quais são os componentes-chave da governança clínica:<br></h3><ol><li><strong>Responsabilidade Compartilhada</strong>: Refere-se à necessidade de todos os profissionais de saúde compartilharem a responsabilidade pela qualidade do atendimento, promovendo um ambiente de trabalho que permita a criatividade e a liberdade para expressar opiniões e melhorar os processos.</li><li><strong>Transparência e Prestação de Contas</strong>: A transparência é elemento essencial para garantir que os resultados dos cuidados sejam comunicados de forma clara e que todos os envolvidos sejam responsáveis pelas suas ações, facilitando um ambiente de <strong>melhoria contínua em saúde</strong>.</li><li><strong>Melhoria Contínua da Qualidade</strong>: A adoção de auditorias clínicas e monitoramento constante é vital para identificar oportunidades de melhoria e implementar mudanças que elevem o padrão dos <strong>serviços de saúde</strong>.</li><li><strong>Gestão de Riscos</strong>: Envolve a implementação de práticas seguras e a prevenção de eventos adversos, garantindo que a<strong> segurança do paciente </strong>seja uma prioridade constante.</li></ol><p><strong>Clique </strong><a
href="https://www.drgbrasil.com.br/valoremsaude/seguranca-do-paciente-melhorar/"><strong>aqui </strong></a><strong>e saiba como a governança clínica melhora a segurança do paciente.</strong></p><h2 class="wp-block-heading">A Importância da Governança Clínica para a Saúde Global</h2><p>A implementação de estratégias para uma<strong> qualidade assistencial </strong>eficaz é fundamental para responder aos desafios complexos e em constante evolução dos <strong>sistemas de saúde</strong> modernos.</p><p>Em um cenário global, onde os <strong>sistemas de saúde</strong> enfrentam crises como pandemias, envelhecimento populacional e aumento dos custos, a governança clínica oferece uma estrutura para melhorar a qualidade do atendimento e garantir a sustentabilidade dos recursos.</p><p>Portanto, ao promover uma cultura de responsabilidade, transparência e melhoria contínua, o <strong>impacto da governança clínica na segurança em saúde </strong>não apenas melhora a qualidade dos cuidados prestados, mas também aumenta a confiança da população nos<strong> sistemas de saúde</strong>.</p><p>Desta maneira, assegura-se que os pacientes recebam o melhor cuidado possível de maneira segura e eficiente.</p><h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2><p>A <strong>governança clínica</strong> representa um avanço significativo na forma como os cuidados de saúde são geridos e entregues.&nbsp;</p><p>Ou seja, ao estabelecer padrões claros e mecanismos robustos para a melhoria da <strong>qualidade do cuidado em saúde</strong>, ela garante que os sistemas de saúde possam responder de maneira mais eficaz às necessidades da população, assegurando a <strong>entrega de cuidados seguros, eficazes e centrados no paciente.&nbsp;</strong></p><p>Em última análise, essa gestão é essencial para construir sistemas de saúde mais resilientes e capazes de enfrentar os desafios do futuro.Ficou interessado em como transformar os resultados da sua instituição e melhorar a governança clínica? Saiba mais no nosso primeiro artigo sobre a <strong>eficiência e qualidade no sistema de saúde brasileiro.</strong></p><hr
class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/><p><strong><strong>Imagem de capa: </strong><a
href="https://www.freepik.com/free-photo/medical-discussion_5634051.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=3&amp;uuid=f3712ede-b96e-42d3-aa7e-c9c99290f8a4"><strong><em>pressfoto by freepik</em></strong></a></strong></p><p>The post <a
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